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“Precisamos cada vez mais de uma abordagem orientada para o cidadão […] de modo a atrair populações de norte a sul, de leste a Oeste do Atlântico para esta questão das interações oceano-clima, fazendo uso dos melhores métodos de observação”, afirmou Manuel Heitor na apresentação do documento “Cooperação Atlântica em Investigação e Inovação para um Oceano Sustentável”, na conferência “All-Atlantic 2021”.

Entre os vários objetivos do documento hoje firmado nos Açores, destaca-se o de “continuar a conectar investigadores e comunidades”, de forma a “trazer pessoas e jovens embaixadores e empreendedores do Oceano em contacto com a investigação científica para implantar os seus resultados”.

A declaração estabelece também o acompanhamento da “visão reforçada de ‘Conectar-Cooperar-Atuar'”, em conjunto para o Oceano Atlântico e as promessas feitas na Plataforma All-Atlantic, através da qual todos os interessados podem “apresentar promessas que refletem ações concretas para a melhoria dos oceanos”.

Essas ações devem estabelecer “soluções para acelerar uma transição verde, azul e digital”, enquanto se constrói uma “sociedade e comunidade oceânica equitativas e resilientes”.

“Estes esforços devem basear-se em ferramentas digitais – por exemplo, observação espacial e oceânica -, com o objetivo de ter um oceano sustentável com ecossistemas prósperos de ‘pólo a pólo'”, diz a Declaração dos Açores.

O documento aponta também como objetivos o desenvolvimento de “conhecimento científico comum e aprimorado sobre o oceano, as mudanças climáticas, a alimentação e as interações espaciais” e o facilitar da “captação de diferentes dados e ativos espaciais e in-situ [no lugar], bem como de serviços e informações provenientes de muitas fontes existentes”.

Por fim, a declaração apela à mobilização de “todas as partes interessadas relevantes para contribuir para a pesquisa, educação, capacitação, inovação e empreendedorismo em aplicações [digitais]”.

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