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Ponta Delgada recebeu, ontem, uma visita da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, que está a inteirar-se do trabalho desenvolvido  pelas quatro cidades finalistas a Capital Europeia da Cultura 2027.

O périplo começou precisamente por Ponta Delgada, onde a Comissão foi recebida pelo executivo da Câmara Municipal e pela equipa de trabalho da candidatura Ponta Delgada | Azores 2027.

O Presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República afirmou, na ocasião, que Ponta Delgada, pela forma como tem conduzido a sua candidatura, já é uma vencedora.

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“Saímos daqui absolutamente convictos de que estamos a entrar numa nova fase. Ponta Delgada percebeu que a Cultura pode ter importância social e económica, daí ter apostado num projeto a 10 anos”, sustentou Luís Graça, certo de que “a Cultura é um motor de afirmação e de desenvolvimento das nossas terras”.

“Queremos que essas candidaturas sejam exemplos para outros autarcas, para outros territórios ”, acrescentou o deputado socialista, que apreciou o conceito de natureza humana subjacente à candidatura de Ponta Delgada | Azores 2027.

“A Cultura é um instrumento de desenvolvimento muito importante  e que, enquanto disciplina de planeamento, devia ter a mesma importância da parte económica e do  ambiente”, defendeu, justificando que “a Comissão de Cultura considerou que deveríamos de acompanhar essas quatro cidades a forma a promovermos essa ideia da centralidade da cultura na construção de uma comunidade, o que é bom para a democracia, como demonstra a candidatura de Ponta Delgada”.

A ideia de que Ponta Delgada já ganhou com esse processo foi partilhada pelos deputados do PSD, da IL e do Chega, que agradeceram a forma como foram recebidos e elogiaram a metodologia de trabalho que está a ser seguida.

Questionados sobre “o que fica se Ponta Delgada não vencer?”, o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, e o Diretor Artístico da Candidatura, António Pedro Lopes, foram unânimes em salientar a definição de uma estratégia para a Cultura a 10 anos, a vontade de se fazer quer se ganhe ou se perca por parte dos agentes culturais e a criação de um movimento cívico.

O autarca acrescentou que a candidatura tem sido uma motivação extra para trabalhar mais e melhor com vista a uma cidade verdadeiramente sustentável e equiparando-a ao que de melhor se faz na Europa e no mundo.

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