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A Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, conta apresentar, “no mais curto espaço de tempo possível”, o pedido de instalação do sistema de videovigilância junto do Ministério da Administração Interna”, anunciou hoje o presidente da autarquia.

“Contamos apresentar, no mais curto espaço de tempo possível, o pedido de instalação do sistema de videovigilância junto do Ministério da Administração Interna, que tem de obter parecer positivo por parte da Comissão Nacional de Proteção de Dados”, disse Pedro Nascimento Cabral (PSD) durante a reunião de hoje da Câmara.

Na sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada revelou que o município pretende instalar um sistema de videovigilância devido à insegurança, que reconheceu ser um “problema grave” do concelho açoriano.

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Segundo Pedro Nascimento Cabral, “foi criado, por unanimidade, um grupo de trabalho que tem por missão iniciar os procedimentos legais e necessários para formular o pedido de instalação de videovigilância em Ponta Delgada”.

Durante a reunião de Câmara, realizada hoje, o autarca anunciou que convocou o grupo de trabalho do Conselho Municipal de Segurança para uma reunião com “o propósito de desenvolver todos os procedimentos legais e necessários para a instalação do sistema de videovigilância no concelho de Ponta Delgada”.

Segundo uma nota de imprensa da autarquia, a primeira reunião do grupo de trabalho foi agendada para 27 de outubro, às 10:00 locais (11:00 em Lisboa), na Câmara Municipal de Ponta Delgada.

Citado na mesma nota, o presidente da Câmara de Ponta Delgada justificou que “existe a necessidade de o grupo de trabalho fundamentar a necessidade de se instalar o sistema de videovigilância no concelho de Ponta Delgada”.

Os elementos que integram este grupo de trabalho vão “definir as áreas abrangidas pelo sistema de videovigilância, que se pretende instalar em Ponta Delgada, de acordo com os critérios legais estabelecidos”.

Em 03 de outubro, várias associações empresariais manifestaram “profunda preocupação” com o “aumento da pobreza, mendicidade, alcoolismo e toxicodependência” no centro da cidade de Ponta Delgada.

Antes, em 15 de setembro, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) pediu, com “muita urgência”, uma “atuação integrada” entre o Governo açoriano, a autarquia e as forças de segurança para combater a “mendicidade” e a “insegurança” na cidade.

A situação dos indigentes na baixa de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, motivou uma petição, subscrita por mais de 90 pessoas, incluindo o presidente da autarquia, Nascimento Cabral, a solicitar mais policiamento nas ruas, conforme noticiou o Açoriano Oriental em 30 de julho.

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