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Na intervenção final do debate do Plano e Orçamento da região para 2022, a centrista considerou que um voto a favor daqueles documentos é uma “vitória para os Açores e para os açorianos”.

“A aprovação deste Plano e Orçamento é decisiva para o futuro da região. É preciso implementar os fundos comunitários. É preciso consolidar os serviços públicos de educação e de saúde. É preciso combater a pobreza e a exclusão social”, começou por dizer.

E concluiu: “não podemos somar a uma crise sanitária e a uma crise económica, uma crise orçamental e uma crise política. Não podemos, nem devemos”.

A deputada do partido que integra o Governo dos Açores, juntamente com PSD e PPM, falava na Assembleia Regional, na cidade da Horta, ilha do Faial.

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Catarina Cabeceiras disse ser tempo de “escolher entre a estabilidade e instabilidade”, a “bonança ou a tempestade”, afirmando que o CDS “não prescinde do seu papel enquanto garante da estabilidade política”.

“O sucesso deste Governo é o sucesso dos Açores. Porque hoje não é a sobrevivência deste Governo que está em causa. Hoje, o que está em causa é o presente e o futuro da região”, assinalou.

A líder parlamentar do CDS/Açores enalteceu ainda a atuação do executivo açoriano, que aliviou a carga fiscal e garantiu “maior estabilidade aos professores”.

“Reconhecemos que muito foi feito, mas ainda há muito por fazer. Este Governo mostrou estar preparado para dar resposta às expectativas do povo açoriano”, afirmou.

A Assembleia Legislativa Regional é composta por 57 eleitos e a coligação de direita (PSD/CDS-PP/PPM), com 26 deputados, precisa de mais três parlamentares para ter maioria absoluta, nomeadamente dos deputados únicos do Chega e da IL, bem como do deputado independente, Carlos Furtado (ex-Chega), que anunciou hoje que vai votar favoravelmente.

O deputado único do Chega, José Pacheco, anunciou, também hoje, que vai igualmente votar favoravelmente, depois de o Governo Regional ter aceitado “as condições estabelecidas”, apesar de a direção nacional do partido ter pedido na semana passada para que a estrutura regional retirasse o apoio ao executivo.

O parlamentar da Iniciativa Liberal, Nuno Barata, apesar de não ter dito taxativamente que iria votar favoravelmente, revelou hoje que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) aceitou uma redução de mais de 18 milhões de euros no endividamento da região, como tinha exigido.

Assim, se somados os votos favoráveis dos três partidos que formam a coligação aos dos dois deputados únicos e ao do deputado independente, o documento deverá receber os votos favoráveis de 29 deputados, mais um do que os 28 parlamentares dos partidos que vão votar contra: 25 do PS, dois do BE e um do PAN.

No início da legislatura, a coligação de direita assinou um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD com a Iniciativa Liberal (IL).

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