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Os pescadores da ilha do Pico, nos Açores, estão impedidos de aceder às novas valências construídas no porto da Madalena, há mais de um ano, mas que se encontram inoperacionais, denunciou hoje o Bloco de Esquerda.

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados bloquistas questionam o Governo de coligação PSD/CDS/PPM sobre as razões deste atraso na entrada em funcionamento das novas valências do núcleo de pescas do porto da Madalena, que estão prontas desde junho de 2021, mas “ainda não estão disponíveis para a utilização dos pescadores”.

“Segundo os utilizadores deste núcleo de pescas, as instalações sanitárias encontram-se fechadas, a eletricidade desligada e não há água para os pescadores. Ou seja, aquela que era uma obra para melhoria da vida destas pessoas, acaba por estar com grande parte das suas funcionalidades impedidas a estes pescadores, demonstrando a má gestão do erário público”, crítica o BE/Açores, no mesmo requerimento.

A obra em causa, adjudicada em outubro de 2019 pelo anterior governo socialista, previa a construção de um cais de alagem com 20 metros e de um cais auxiliar com 17 metros, o que permitiu aumentar em cerca de 50% a zona acostável para a pesca local, bem como a construção de um terrapleno com 1.200 m2.

A empreitada incluía ainda a instalação de uma grua de coluna de 16 toneladas, bem como a criação de redes de água e de eletricidade para apoio das embarcações, assim como a construção de instalações sanitárias para os profissionais da pesca do porto da Madalena.

“Outro motivo de insatisfação é o de a grua adquirida para este núcleo não estar a ser utilizada, sendo os pescadores obrigados a recorrer à velha grua que já apresenta bastante desgaste, não estando em condições operacionais”, adiantam os deputados bloquistas.

Para o Bloco de Esquerda, estas obras “são fundamentais para a melhoria das condições de trabalho dos utilizadores do porto”, particularmente os pescadores, por isso, o partido entende que o Governo deve esclarecer, o quanto antes, quais os motivos deste atraso e quando é que prevê que estas infraestruturas vão começar a funcionar.

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