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O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, defendeu, ontem, que “o papel do Poder Local açoriano no desafio Europeu é de um efetivo parceiro”.

“É pertinente e reivindicativo de inclusão, mas, igualmente, indicador das diferenças entre o que é ser Poder Local numa Região Autónoma e ser Poder Local em território continental Europeu”, acrescentou o autarca na apresentação do livro “Agenda pela Nossa terra – Açores 2022″, do eurodeputado José Manuel Fernandes.

Para o Presidente “o princípio da subsidiariedade precisa ser renovado na projeção do verdadeiro conhecimento da realidade do que é ser poder local numa Região Autónoma e ultraperiférica”, arguiu, reiterando que  “a nossa singularidade exige ser reconhecida”.

“Quero uma Europa aberta mas que exija reciprocidade”, lembrou, ciente de que o alargamento da União a leste da Europa, a instabilidade social e económica que se lhe seguiu nos últimos dois anos, em face da pandemia da Covid-19, e o contexto da atual invasão da Ucrânia pela Rússia vieram colocar em causa estratégias definidas na posição global da União Europeia no mundo, bem como a sua urgente retoma económica, acirrando, deste modo, a necessidade e a urgência da implementação de estratégias e respostas diferenciadoras para as Regiões Ultraperiféricas da União Europeia.

“As novas abordagens às RUP devem, em nosso entender, apelar a um reforço de meios de apoio e de cooperação que as matérias relativas à nossa ultraperiferia suscitam”, apontou, sendo que “deste lado da Europa, os agentes públicos, nos quais se incluem as autarquias, bem como os privados, têm uma palavra a dizer e um retorno a dar à União Europeia, seja através dos seus recursos energéticos naturais, da nossa dimensão marítima e espacial, e até mesmo cultural”.

“A nossa ultraperiferia, condição arquipelágica e dispersa pode e deve passar a ser vista por outros prismas e novos paradigmas, como um polo de ultracentralidade, pelas suas idiossincrasias sociais, económicas e culturais, e pela sua centralidade atlântica”, elucidou, afirmando que “os Açores têm condição de ser União Europeia fora do centro da União Europeia”.

“Um dos caminhos mais recentes que têm vindo a ser trilhados passa pela cultura. A mobilização a que se assiste vinda dos vários quadrantes sociais sustentam a convicção que temos de que Ponta Delgada e os Açores, através da sua condição de finalista a Capital da Cultura 2027, são um trunfo para relançar um novo olhar sobre uma Europa atlântica, em que a cultura surge, também, como fator potenciador de desenvolvimento económico e social da nossa Região”, partilhou.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada congratulou-se com o trabalho do eurodeputado José Manuel Fernandes, que coordena a #MissãoAçores, com o intuito de dar o máximo apoio à Região Autónoma dos Açores, e com o livro agora apresentado.

Trata-se de uma edição especialmente dedicada à Região Autónoma dos Açores e de homenagem ao Poder Local em que José Manuel Fernandes, para além de prestar contas da sua atividade, dá a conhecer a realidade das autarquias das ilhas açorianas, a par de proporcionar uma ferramenta de compreensão do projeto europeu, de desmistificação de temas e de comunicar de forma simples as informações e oportunidades que a Europa disponibiliza.

“Sensibiliza-me a especial atenção às Câmaras Municipais açorianas, porque através desta agenda, ganhamos a visibilidade e a atenção à nossa realidade”, expressou Pedro Nascimento Cabral.

O livro “Agenda pela Nossa terra – Açores 2022″ foi apresentado ontem, no Palácio da Conceição, num evento que contou com a presença, entre outros, do Presidente do Governo Regional dos Açores e do antigo Presidente do Governo Regional dos Açores João Bosco Mota Amaral.

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