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O líder do PCP/ Açores defendeu hoje um aumento de recursos para o Serviço Regional de Saúde e condenou o processo de substituição de António Salgado no Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha do Corvo.

Numa conferência de imprensa realizada no Corvo, Marco Varela considerou que a situação criada na Unidade de Saúde da ilha “é elucidativa que para este Governo Regional do PSD, CDS e PPM, apoiados pela extrema-direita, há coisas mais importantes do que as necessidades das pessoas que vivem nos Açores”.

O executivo açoriano exonerou, no dia 14 de maio, o médico António Salgado de presidente do conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha do Corvo, cargo para o qual tinha sido nomeado em dezembro de 2020 (já pelo atual executivo) por um período de três anos.

No mesmo dia, foi nomeado para o cargo o médico Paulo Margato, que concorreu pelo PPM nas últimas eleições legislativas regionais.

Posteriormente, o secretário Regional da Saúde, Clélio Meneses, rejeitou que o líder do PPM/Açores, Paulo Estêvão, tenha tido qualquer interferência na decisão, mas António Salgado atribuiu a decisão ao deputado regional monárquico, que acusou de se portar como “dono disto tudo”.

Entretanto, a população do Corvo já saiu à rua numa manifestação de apoio ao médico e está a decorrer um abaixo-assinado na ilha a pedir a manutenção de António Salgado em todos os cargos que ocupava (médico, delegado de saúde e presidente do conselho de administração).

“As chantagens às quais o presidente do Governo está sujeito já não vêm só dos seus apoios de incidência parlamentar – Chega e Iniciativa Liberal – mas sim do seio da própria coligação governativa”, disse hoje Marco Varela.

O dirigente comunista referiu que “ficou perfeitamente claro que, na lista de prioridades” do executivo regional, “os corvinos, o seu bem-estar e o seu direito à saúde podiam ser sacrificados no interesse das agendas pessoais”.

De acordo com o líder do PCP/Açores, existirão agora “dois médicos no Corvo para 380 utentes, um para tratar de papelada e outro para exercer medicina, quando faltam médicos de família em várias ilhas”.

Os comunistas defendem um Serviço Regional de Saúde “público, sustentável, com qualidade, que dê segurança e contribua para a melhoria dos níveis de saúde” e exigem “uma profunda reformulação das políticas seguidas até aqui”.

Das 11 “medidas urgentes” defendidas pelo PCP/Açores, os comunistas destacam “o aumento de recursos e meios para o Serviço Regional de Saúde, para garantir o direito à saúde de todos os açorianos”.

A “valorização dos trabalhadores, médicos, enfermeiros, auxiliares, assistentes operacionais e assistentes técnicos, pelas suas capacidades e competências, mas também pelo seu profundo conhecimento das populações e dos seus problemas e necessidades de saúde” constitui outra das medidas defendidas pelo PCP/Açores.

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