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O deputado à Assembleia da República Paulo Moniz perguntou ontem ao Primeiro-Ministro “que parte caberá aos Açores do reforço de 1634 milhões de euros que Portugal vai receber da Comissão Europeia por conta do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)?”.

O social-democrata falava durante o Debate sobre o Estado da Nação, onde quis saber “porque a República ainda não se pronunciou sobre que parte caberá aos Açores, uma vez que Portugal vai receber mais 1634 milhões no âmbito do PRR”, avançou.

Segundo Paulo Moniz, a Comissão Europeia “confirmou que Portugal irá receber mais 1634 milhões de euros em subvenções para o seu PRR, uma informação que foi divulgada por Bruxelas, numa nota do executivo comunitário enviada ao Conselho Europeu e ao Parlamento Europeu”, sublinhou.

“Trata-se de um acréscimo de 11,7%, o maior aumento percentual de toda a União Europeia”, disse o social-democrata, acentuando que, “naturalmente, temos a preocupação de saber quanto vão ter os Açores, até porque tal reforço existe para fazer face ao facto de Portugal ter um dos piores indicadores de recuperação da crise provocada pela Covid-19”, acrescentou.

“O Governo português fica agora com caminho aberto para decidir o que fazer com esta verba, e cabe-nos defender tudo quanto seja possível para ajudar os Açores na recuperação de uma crise que a República não está a ter capacidade para fazer da melhor forma”, considerou.

Na sua intervenção, Paulo Moniz assinalou que ontem terminou a manutenção do pipeline que transporta o gás russo para a Alemanha, numa alusão clara “à incerteza em relação à interrupção que essa manutenção provocou, que pode até ter sido definitiva”, frisou.

O deputado lembrou que, na Alemanha, “o gás é utilizado, em 30%, na indústria, e o possível horizonte daquele fornecimento falhar devia preocupar o governo português, já que uma eventual crise na Alemanha vai afetar vários países da Europa, e Portugal está entre eles”, alertou.

“Esperava que, perante esta realidade, o Sr. Primero-Ministro nos elucidasse e tranquilizasse, mostrando que está a pensar no futuro e não, como fez, a justificar o passado”, concluiu.

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