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O deputado à Assembleia da República, Paulo Moniz considerou que houve “desleixo” na manutenção do Aeroporto de Santa Maria, referindo-se “à não-substituição das antenas do sistema ILS, em tempo útil e de forma preventiva, que teria impedido os problemas verificados e que condicionaram o melhor funcionamento daquela infraestrutura”.

“Tratou-se de um verdadeiro desrespeito face à população de Santa Maria e à importância que tem aquele aeroporto, em termos económicos e até sociais”, referiu o social-democrata, esta manhã, na audição à administração da NAV na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, que aconteceu por requerimento do PSD.

“Há, claramente, uma falha da manutenção, quer do ponto de vista da prevenção, quer do ponto de vista da manutenção condicionada, que deve inspecionar regularmente a condição dos sistemas, prevendo eventuais falhas precoces. E isso não aconteceu em Santa Maria”, afirmou Paulo Moniz

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Segundo o deputado açoriano, “foi o problema no ILS que perturbou a operação dos voos identificados, e porventura de outros. Mas atentemos a que tudo ocorreu de 2 a 12 de agosto, ou seja, em plena época alta. Essa perturbação tem, necessariamente, um impacto que deve ser acautelado no futuro”, entendeu.

“E isso nunca teria acontecido se a manutenção preventiva daquele sistema fosse eficaz. Nem teríamos tido, certamente, 10 dias sem qualquer ILS e 47 dias com perturbações. Assim como a substituição de antenas, à pressa, no período de maior afluência de voos, quando já estava agendada desde 2018”, frisou Paulo Moniz

O social-democrata lamentou que “Santa Maria tenha estado nas últimas prioridades da NAV”, porquanto “o conjunto de antenas que suporta o ILS em Ponta Delgada foi substituído em 2014. E estamos a falar de aeroportos que são quase porta-aviões junto ao mar, onde as condições de salinidade e de corrosão em todas as peças dos sistemas radiantes, como as antenas, são de particular cuidado”, salientou.

Para Paulo Moniz, “confirma-se que a manutenção preventiva, que teria sido necessária nas antenas, não teve lugar. Mas aconteceu no Porto, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em maio de 2021, havendo até o cuidado de escolher o mês de menor tráfego, como é óbvio”, acrescentou.

O deputado disse mesmo que “não há razão aparente para que essa substituição não tenha ocorrido mais cedo em Santa Maria, ou até feita de forma paralela à intervenção no Porto”, avançou, reforçando que “houve um problema de indisponibilidade do aeroporto, que não podia ter acontecido, e que foi inadmissível”, concluiu.

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