Quarta-feira, Novembro 30, 2022
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Paula Brito da Costa renunciou formalmente ao cargo de presidente da Raríssimas

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O presidente da assembleia geral da Raríssimas tomou hoje conhecimento da demissão formal de Paula Brito da Costa do cargo de presidente da associação.

Segundo Paulo Olavo e Cunha, a renúncia de Paula Brito da Costa chegou através de carta digitalizada.

Em consequência desta medida, Paulo Olavo e Cunha vai aguardar que “os diretores remanescentes solicitem a convocação de uma assembleia geral para proceder à designação dos membros dos órgãos sociais em falta, até ao final do mandato em curso (2016-2019)”.

“Caso tal não aconteça até ao final do dia de hoje, procederei à convocação direta da assembleia geral para esse efeito”, adiantou, referindo.

Uma fonte da instituição disse anteriormente á Lusa que a associação Raríssimas vai realizar a sua assembleia geral “nos primeiros dias de janeiro”, da qual deverá sair uma nova direção.

Segundo a mesma fonte, a informação sobre a data da realização da assembleia geral foi fornecida a elementos da atual direção pelo presidente da assembleia geral da instituição de solidariedade social.

Presidente admite ter recebido carta, mas sem “nada de específico”

Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República admitiu hoje ter recebido, no Palácio de Belém, uma carta sobre a situação na associação Raríssimas, dias antes da reportagem da TVI, mas “não tinha nada de específico”.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a notícia de que a Presidência da República recebeu uma carta com uma denúncia, antes da reportagem da TVI, no sábado, sobre alegadas irregularidades, pela presidente, com a utilização de dinheiro da associação de ajuda a pessoas com doenças raras, a Raríssimas, para fins pessoais.

“É muito simples: [a carta está] datada de 16 [de novembro], chegou no dia 23, foi carimbada no dia 25, chegou, por causa dos feriados, dia 04 de dezembro. A reportagem é três ou quatro dias depois, chegou no meio de outras denúncias e não tinha nada de específico”, afirmou hoje o Presidente, antes de antes de ir assistir à emissão do Natal dos Hospitais, na RTP, em Lisboa.

Presidente da República avisa que investigação tem que ser rápida

O Presidente da República avisou hoje que a investigação à Raríssimas “não pode levar meses” e que o Governo nomeou uma equipa para garantir a continuidade da associação e o apoio a centenas de pessoas.

“É uma instituição que não pode parar. É necessário manter em funcionamento a instituição e, tanto quanto sei, o Governo já decidiu enviar uma equipa para esse efeito”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, antes de ir assistir à emissão do Natal dos Hospitais, na RTP, em Lisboa.

Para o chefe do Estado, a investigação “não pode levar meses” porque se trata de “uma instituição com milhares de pessoas envolvidas e não pode “esperar um mês, dois meses, quatro meses, cinco meses, seis meses”.

Diferenças no pagamento devem-se a aumento de camas e taxas de ocupação Ministério Saúde

O Ministério da Saúde explicou hoje que as diferenças nos pagamentos dos serviços prestados pela associação Raríssimas desde 2014 até hoje têm que ver com o aumento da capacidade de resposta e com as taxas de ocupação.

“A maior diferença tem que ver com o aumento da capacidade de resposta na tipologia Unidade de Média Duração e Reabilitação [UMDR], que passou de 10 para 19 camas. As restantes diferenças estão relacionadas com as taxas de ocupação”, explicou o coordenador da reforma da Rede de Cuidados Continuados Integrados, Manuel Lopes.

O responsável falava depois de hoje o Diário de Notícias ter divulgado que “um despacho de maio deste ano (…) alterou substancialmente os financiamentos” para a associação Raríssimas, que está a ser investigada por suspeitas de gestão danosa, num caso que já levou à demissão da presidente da associação, Paula Brito e Costa, e do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

Trabalhadores da Raríssimas alertam para risco de fecho por falta de dinheiro

Os trabalhadores da “Raríssimas” avisaram hoje que a associação está em risco de fechar por falta de acesso às contas bancárias e apelaram ao primeiro-ministro para que envie uma direção idónea para permitir o funcionamento.

Numa declaração à imprensa, hoje na Casa dos Marcos, na Moita, uma porta-voz dos trabalhadores explicou que a associação “Raríssimas” deixou de ter acesso às contas bancárias desde a demissão da presidente, Paula Brito e Costa, na terça-feira.

“Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar comida. Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro por muito tempo para dar medicamentos” aos quase 200 utentes da associação, disse a porta-voz dos trabalhadores.

A responsável apelou ao primeiro-ministro, António costa, para que envie para a Casa dos Marcos “uma comissão de gestão ou uma direção provisória que possa fazer funcionar esta casa”.

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