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O CDS-PP foi o primeiro e único partido a recuar na eleição da liderança em eleições diretas, aprovando em 2011 o regresso aos congressos eletivos, mas várias moções ao 27.º Congresso defendem métodos mais participativos.

As eleições diretas no CDS foram instituídas em 2006, na liderança de José Ribeiro e Castro, mas o partido regressou à eleição em Congresso depois de em 2011 ter sido aprovada uma alteração aos estatutos nesse sentido apresentada pela Juventude Popular.

No 27.º Congresso que se realiza no sábado e no domingo em Lamego, no distrito de Viseu, serão discutidas várias moções de estratégia global que pedem o regresso às diretas, ou mesmo uma abertura a simpatizantes.

O antigo secretário-geral José Lino Ramos defende na sua moção que “é chegado o momento de a liderança e estratégia politica que lhe está subjacente ser objeto de um amplo debate que envolva todos, mesmo os simpatizantes”, sendo “depois sufragada pelo voto universal e direto de todos os militantes”.

Lino Ramos considera que “foi importante Assunção Cristas ter ouvido o partido durante a sua candidatura à presidência”, processo que “envolveu os militantes”, mas argumenta que “agora é importante evoluir”.

“Um congresso eletivo é sempre mais mediático, mas será que é mais agregador e mobilizador de todos os militantes? Não deveria, pelo menos a estratégia, ser objeto de um debate global e de uma votação aberta a todos os militantes, num processo inclusivo, participativo e democraticamente alargado?”, questiona.

A eleição direta da liderança é uma proposta igualmente feita pelo advogado e militante da concelhia de Lisboa Pedro Borges de Lemos.

Borges de Lemos defende que é “imperioso e urgente, implementar-se estatutariamente a eleição do presidente do partido em eleições diretas, método inequivocamente mais democrático e sempre isento de intervenções eventualmente menos claras e menos percetíveis, que possam existir acidentalmente nos congressos”.

Uma outra matéria levantada em algumas moções ao Congresso é a da escolha dos candidatos do partido à Assembleia da República e autarquias.

A moção da tendência “Esperança em Movimento” (TEM) defende que os militantes votem na “escolha dos candidatos do partido, a eleger para os círculos uninominais”.

Já a moção de José Lino Ramos considera que chegou o “momento de se encontrar um modelo de participação direta dos militantes nas escolhas dos seus representantes nos vários órgãos políticos, de os militantes das estruturas locais escolherem diretamente os seus candidatos às autarquias, ao parlamento e aos vários níveis de representação política”.

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