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O partido Os Verdes (PEV) considerou hoje que “não é aceitável” o fim da ligação marítima entre São Miguel e Santa Maria, nos Açores, e alertou que o transporte aéreo no arquipélago “continua com graves falhas”.

Num comunicado,a propósito da Semana Europeia da Mobilidade, que termina na quinta-feira, o partido ecologista critica os Governos Regionais e da República por não terem “encontrado uma solução que colmatasse” o fim da ligação marítima de passageiros entre São Miguel e Santa Maria, “essencial para o desenvolvimento” das ilhas.

“Não é aceitável que nem no verão que agora termina não tenha havido ligação marítima regular de passageiros às ilhas de Santa Maria e São Miguel”, lê-se na nota de imprensa.

Em agosto de 2021, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) aprovou o concurso que deixa as ilhas do grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) sem serviço público de transporte marítimo de passageiros e viaturas, porque a operação sazonal foi restrita às ilhas do grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa).

 Os Verdes defendem a reposição da ligação via mar entre as duas ilhas, lembrando que o “transporte marítimo tem uma menor pegada ecológica do que o avião”.

“É urgente o transporte marítimo de passageiros no grupo oriental, tal como a ligação marítima ao continente”, defende o partido.

No transporte aéreo, o PEV considera que as ligações aéreas da região “continuam com graves falhas”, apelando à intervenção do Estado na gestão dos aeroportos.

“O Estado não se pode demitir de colmatar os efeitos da privatização da gestão dos aeroportos portugueses que se fazem notar claramente nos Açores, como é o caso da ilha de Santa Maria com a redução do horário do seu funcionamento”, afirmam.

O partido lembra que, “apesar dos impactos ambientais”, o transporte aéreo é “fundamental” para os Açores e alerta que as privatizações das companhias aéreas Azores Airlines (pertencente ao grupo SATA) e da TAP podem “piorar” os serviços.

“O anúncio recente da privatização da TAP ameaça piorar ainda mais o serviço. Para além de que persistem problemas estruturais no aeroporto da Horta, que tarda em avançar a sua resolução, paira também a privatização da SATA como mais uma ameaça à vital mobilidade na região”, avisam.

Os Verdes defendem que a “mobilidade no interior das ilhas” deve ser assegurado pelo transporte público coletivo, pedindo a criação de passes “intermodais universais que permitam viajar nas diferentes companhias rodoviárias”.

O PEV quer ainda que o acesso à Lagoa do Fogo, na ilha de São Miguel, seja “condicionado” a um serviço de transporte coletivo.

“Não faz sentido que zonas sensíveis como a Lagoa do Fogo fiquem sujeitas à pressão do turismo de massas com dezenas de carros estacionados nas imediações, quando poderia ser condicionado com um serviço de transporte coletivo”, concluem.

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