Parque eólico da EDP nos Estados Unidos vai fornecer energia à Nestlé durante 15 anos

A Nestlé nos Estados Unidos assinou um contrato por 15 anos com a EDP Renováveis para o fornecimento de eletricidade a cinco instalações que a empresa tem no estado da Pensilvânia, foi hoje anunciado.

Em comunicado, estas entidades divulgam “um acordo de compra de energia de 15 anos, o qual irá fornecer cerca de 80% da eletricidade em carga em cinco instalações da Nestlé no sudeste do estado da Pensilvânia”.

As empresas explicam que o parque eólico de Meadow Lake VI, propriedade da EDP Renováveis, vai “gerar 50 megawatts distribuídos através da rede de interligação […] pelas fábricas e centros de distribuição operados pela Nestlé Purina PetCare, Nestlé USA e Nestlé Waters North America, nas cidades de Allentown e Mechanicsburg, na Pensilvânia”.

“Pelo facto de o parque eólico e as instalações recetoras se localizarem na mesma rede regional, o acordo permitirá o rastreamento desde as instalações na Pensilvânia até ao parque eólico”, precisam, notando que, com esta operação, a Nestlé totalizará 20% de eletricidade proveniente de fontes renováveis em 2019.

O objetivo da EDP Renováveis é que, com este acordo de compra de energia feito através da sua subsidiária nos Estados Unidos, seja possível “expandir a capacidade do seu parque eólico de Meadow Lake VI”, no estado de Indiana, para um total de 200 megawatts.

A construção do projeto de expansão vai iniciar-se “nos próximos dois meses”, prevendo-se que a instalação esteja “totalmente operacional no final de 2018”, estima a EDP Renováveis.

A companhia nota que este parque eólico “trará uma série de benefícios económicos ao estado de Indiana, seja em empregos gerados, pagamentos de impostos e aos proprietários das terras e dinheiro gasto nas comunidades locais”.

A Nestlé assinala, por seu lado, que o acordo “constitui um passo crucial […] face à ambição de obter 100% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis”.

Entretanto, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis dá conta do negócio, referindo que “irá continuar a executar a sua estratégia de crescimento suportada no desenvolvimento de projetos competitivos e com visibilidade de longo prazo”.

Porém, nem na nota de imprensa nem no comunicado ao mercado são divulgados os valores da operação.