A decisão foi comunicada, ao início da tarde, pela presidência do parlamento açoriano, numa curta nota à imprensa, e surge na sequência do aumento do número de novos casos de infeção pelo novo coronavírus no arquipélago, em especial na ilha de São Miguel, onde se concentram mais de 90% do número de infetados no arquipélago.

De acordo com indicações dadas à agência Lusa por fontes parlamentares, apenas as bancadas do PS, do PSD e do Chega votaram a favor da realização do plenário ‘online’, o que significa que a decisão esteve longe de ser consensual.

O PPM e o CDS defendiam, de acordo com as mesmas fontes, que o plenário devia realizar-se de forma presencial, mas reduzido a um terço dos deputados, com os membros do ‘staff’ a trabalhar à distância e também com menos membros do Governo presentes na sala.

Os restantes partidos também defendiam a realização de um plenário presencial, embora com restrições, propondo igualmente que fossem reforçadas as medidas de contingência do parlamento, face ao crescente número de casos de infeção pela covid-19.

O plenário de janeiro deverá ocorrer, por isso, nos mesmos moldes que os dois plenários realizados em maio do ano passado, altura em que a maioria dos deputados se reuniu, por videoconferência, a partir das suas casas.

Nos Açores existem oito forças políticas com assento parlamentar (PS, PSD, CDS, Chega, PPM, BE, PAN e IL) na sequência das eleições legislativas, realizadas em outubro de 2020, que determinaram, pela primeira vez em 24 anos, um governo formado por outros partidos que não o PS.