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Segundo informação disponibilizada no ‘site’ do Santuário de Fátima, Francisco, esta manhã, na habitual audiência geral, no momento da saudação aos fiéis de língua portuguesa, evocou a memória litúrgica da Virgem Santa Maria do Rosário de Fátima.

“Amanhã [quinta-feira], lembramos, com grande veneração, Nossa Senhora de Fátima. Coloquemo-nos, com confiança, sob sua maternal proteção, especialmente quando encontramos dificuldades na nossa vida de oração”, afirmou o papa, citado pelo santuário.

Neste encontro com fiéis de todo o mundo, Francisco falou, também, do 40.º aniversário do atentado a João Paulo II, destacando a convicção do seu antecessor de que a Virgem de Fátima lhe tinha salvo a vida.

“Ele [papa João Paulo II] sublinhou com convicção que devia a sua vida à Senhora de Fátima. Este acontecimento dá-nos a consciência de que a nossa vida e a história do mundo estão nas mãos de Deus”, disse, apelando para a oração pela paz e pelo fim da pandemia de covid-19.

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O papa João Paulo II deslocou-se pela primeira vez a Fátima em 12 de maio de 1982, para agradecer ter sobrevivido ao atentado, um ano antes, na Praça de São Pedro, em Roma.

Na Cova de Iria, viria a ser vítima de um novo ataque contra a sua vida, perpetrado pelo espanhol Juan Fernández Krohn, padre tradicionalista que usava um punhal.

João Paulo II regressaria por mais duas vezes a Fátima, em maio de 1991, exatamente 10 anos após o atentado em Roma, e em maio de 2000, para beatificar os videntes Francisco e Jacinta.

Foi canonizado em abril de 2014.

A bala extraída do corpo de João Paulo II foi colocada na coroa da Imagem de Nossa Senhora de Fátima em 1989.

A coroa foi oferecida, em 1942, pelas mulheres de Portugal, após uma campanha de peças de joalharia, em agradecimento à Virgem Maria pelo facto de o país não ter tomado parte na II Guerra Mundial.

Só após o fim da guerra, em 13 de maio de 1946, há 75 anos, é que a coroa foi colocada na Imagem de Nossa Senhora.

A peregrinação internacional de maio ao Santuário de Fátima, que hoje começa, é presidida pelo cardeal José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista do Vaticano.

A peregrinação, 104 anos depois dos acontecimentos na Cova da Iria, começa às 21:30 com a recitação do terço, seguida da procissão das velas e celebração da palavra.

Na quinta-feira, às 09:00 é recitado o terço, realizando-se depois a missa, que inclui uma palavra dirigida aos doentes, com as celebrações a terminarem com a procissão do adeus.

As celebrações deste 12 e 13 de maio vão ter um limite de 7.500 pessoas, um ano depois de, pela primeira vez na história do templo, as celebrações terem decorrido sem fiéis.

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