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A deputada e porta-voz do PAN acusou hoje o Governo de parecer “estar em serviços mínimos” e criticou o que disse ser “o caos na saúde”, com o primeiro-ministro a pedir cautela no uso das palavras.

“Caos na saúde, com um SNS que continua a não apostar na prevenção, com grávidas em risco de não encontrar uma maternidade em funcionamento e com pessoas sem acesso a cuidados de saúde mental, saúde dentária ou até o adiamento de cirurgias no IPO por falta de recursos do SNS”, criticou Inês Sousa Real, na sua intervenção na primeira ronda do debate do estado da nação.

Na resposta, o primeiro-ministro referiu-se em concreto à situação das grávidas e aos recentes fechos de serviços de urgência de obstetrícia por todo o país, dizendo que se registaram mais de 49.000 episódios de urgência nesse período crítico, dos quais apenas 0,3% exigiram a transferência da utente ou parturiente para outro hospital.

“A ideia era que houvesse zero transferências, mas caos é uma palavra que devemos reservar para outras situações que podem ocorrer nas nossas vidas”, advertiu António Costa.

A deputada do PAN referiu-se também à recente vaga de incêndios que atingiu o país, apontando entre as causas “a falta de preparação aliada à crónica má gestão florestal, a aposta no eucalipto e à incapacidade deste Governo passar das palavras aos atos para enfrentar efetivamente a emergência climática”.

“Porque não é tempo de palavras, é tempo de passar dos serviços mínimos à governação plena”, afirmou.

Inês Sousa Real desafiou o Governo a não apostar em árvores resinosas (altamente inflamáveis) e, ao invés, utilizar “uma folga” de 1,6 mil milhões de euros de euros do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) “para mitigar e adaptar o território aos efeitos das alterações climáticas ou para criar um fundo permanente de reconstrução de habitações destruídas em incêndios”.

O primeiro-ministro respondeu que nunca defendeu o investimento em resinosas, mas “o investimento em indústrias que aproveitem a resina, de forma a devolver valor aos proprietários dos terrenos”, para que estes sejam mais bem cuidados e haja “uma floresta mais resiliente” ao fogo.

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