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O deputado do PAN/Açores, Pedro Neves, reconheceu hoje a necessidade de “ajustar convergências” num Orçamento que não é “perfeito”, alertando para o “contexto difícil” marcado pela crise energética e a inflação.

“Partindo do suposto que não estamos perante o Orçamento perfeito, temos a total consciência da necessidade de ajustar convergência nas suas margens num orçamento possível, mediante harmonizações”, afirmou.

O deputado intervinha no final da discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2023, que está a decorrer na Assembleia Regional, na Horta.

Segundo Pedro Neves, face ao “contexto difícil” provocado pela inflação e crise energética, o PAN vai apresentar um conjunto de medidas para “melhorar serviços prestados em várias áreas” e “declinar injustiças que permanecem inalteráveis”.

“A exemplo disso, pretendemos ampliar a abrangência do Passe Social dos Transportes Públicos, aplicando a sua gratuitidade para todas as famílias que se encontram no primeiro e segundos escalões do IRS”, disse.

Pedro Neves afirmou que “ninguém duvida” da necessidade de reduzir a dívida pública, mas considerou “questionável” essa redução acontecer em períodos económicos “negativos” e de “incerteza extrema”, aludindo ao endividamento zero previsto no Orçamento para 2023.

“Estamos, portanto, num ponto de inflexão. A escolha da direção que tomarmos pode tornar-se mais ou menos favorável para a sociedade. Essa janela de oportunidade é curta e urgente. E é agora”, salientou.

O deputado adiantou ainda que vai apresentar uma medida para um “apoio social aos consumidores de eletricidade, tendo em conta que, infelizmente, mais de um terço dos açorianos vive no limiar da pobreza”, realçando que “mesmo aqueles que trabalham são pobres”.

“Esperamos, assim, que após a votação deste Orçamento, a região fique dotada de melhores e mais eficientes canais de atendimento à sociedade em geral, num ano que esperamos tão inseguro para as nossas famílias”, declarou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou na segunda-feira a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

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