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O deputado do PAN/Açores, Pedro Neves, defendeu hoje que esta é a “pior altura de sempre” para reduzir a dívida pública da região, em referência ao Orçamento para 2023, que prevê um endividamento zero.

Intervindo na abertura do Plano e do Orçamento para 2023, na sede do parlamento açoriano, na Horta, Pedro Neves defendeu que é preciso “ter cuidado” com o endividamento da região, mas considerou que o atual contexto é o “pior ‘timing’ de sempre para reduzir a dívida”.

“O PAN não concorda que haja um aumento da dívida pública, mas o PAN também tem de olhar para o ‘timing’ [o momento] de termos um endividamento zero. O ‘timing’ neste momento, neste ano, não é o melhor”, avisou.

O deputado justificou a afirmação com o aumento do custo de vida, provocado pela guerra na Ucrânia e pela inflação.

“Não sabemos o que vai acontecer no futuro. Temos de estar preparados, socialmente, para dar resposta aos açorianos”, declarou.

O deputado único do PAN na Assembleia Legislativa dos Açores defendeu, contudo, que o endividamento não deve servir para fazer “investimento de betão”, mas sim para apostar na “parte social”.

“O PAN não quer investimento no betão, quer investimento nas pessoas”, assinalou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

O terceiro orçamento do atual executivo chegou ao parlamento sem as ameaças de chumbo feitas no ano passado pelos deputados com quem os partidos da maioria têm acordos de incidência parlamentar – Chega, Iniciativa Liberal (IL) e deputado independente (ex-Chega).

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado é independente (eleito pelo Chega).

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