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A 16 de Junho tivemos a 3.ª edição do “Palco Aberto – música original com Viola da Terra”. Esta iniciativa, inédita nos Açores, teve a sua primeira edição online, em 2020, mantendo esse formato até à presente data.

Nas 3 edições do evento tivemos a participação de muitos músicos, todos com vídeos preparados para o evento e, a maior parte, com composições originais feitas de propósito para o Palco Aberto.

Bruno Bettencourt, Ernesto Sousa, Guilherme Rodrigues, Hugo Almeida, João Moniz, Luís e Francisca Xavier, Luís H. Bettencourt, Pieter Adriaans, Rafael Carvalho, Ricardo Fonseca, Romeu Bairos, Rui Resendes e Tiago Toste, são os nomes dos participantes dos últimos 3 anos, dos 14 aos 60 anos, de várias ilhas dos Açores e até uma participação em 2022 de Portugal Continental, apresentando originalidade e muita diversidade nas suas abordagens musicais.

Desde peças mais ligadas à sonoridade e execução tradicional da Viola da Terra, de 12 e de 15 cordas, como peças ligadas à música electrónica e ao metal, todos estes músicos têm demonstrado que a nossa Viola tem muitas potencialidades e pode ter muitas diferentes visões musicais, desde que se mantenha a sua essência e se parta das suas raízes para a obtenção do resultado final.

A Associação de Juventude Viola da Terra, entidade organizadora do evento, pretende com o mesmo incentivar os tocadores, dos mais novos aos mais velhos, para a composição de música original com a Viola da Terra, no sentido de motivar e desafiar, constantemente, os músicos, a procurarem coisas diferentes.

A iniciativa tem ultrapassado todas as expectativas, em todas as edições, dada a qualidade das composições e originalidade de apresentação das mesmas, devido ao empenho de todos os que participam.

Para o futuro, a Associação sonha com a concretização de um álbum que registe esses originais, uma vez que seria um precioso registo desta história recente da Viola da Terra.

Uma edição em formato presencial seria fundamental, no entanto, os apoios em 2021 não existiram, e, em 2022, vieram apenas pelo montante mínimo, por parte da Direção dos Assuntos Culturais. Esta falta de apoio, a um evento de tão grande importância para a nossa Viola da Terra, pode impossibilitar uma edição presencial, mas nunca fez com que o mesmo não fosse concretizado, e isso deve-se à enorme dedicação, criatividade e resiliência de todos os músicos envolvidos.

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