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O presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), Rui Marques, considerou hoje que a crise sismovulcânica na ilha de São Jorge mantém-se com um “padrão constante” desde março.

Rui Marques especificou que há “dois a três dias com uma frequência diária acima da média” e outros três “com valores inferiores”.

Nos últimos cinco dias registaram-se mil sismos, sendo que desde início da crise são 33.700 os eventos registados, dos quais 272 foram sentidos pela população.

O presidente do CIVISA, que falava em Velas, em São Jorge, no âmbito de um ponto de situação sobre a crise sismovulcânica, referiu que “existe muito menos sismicidade sentida pela população”, havendo dias em que não há sismos sentidos.

Mas “está-se numa situação que continua a ser fora do normal para o que é o sistema fissural vulcânico de Manadas”, apontou.

A ilha de São Jorge registou, nas últimas 24 horas, um sismo sentido pela população, com magnitude 1,0 na escala de Richter, informou hoje o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

De acordo com o comunicado diário do CIVISA sobre a crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, o abalo sentido foi registado às 01:09 de hoje, com epicentro a um quilómetro de Santo Amaro e intensidade III na escala de Mercalli Modificada.

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”.

O sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21:56.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição” e, quando há uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é “sentido dentro de casa” e “os objetos pendentes baloiçam”, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, lê-se no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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