Opinião: Joaquim Machado | Melhor de sempre

Nunca nos Açores houve tanta gente empregada como no segundo trimestre deste ano. Sendo uma boa notícia, poucos se atreveram a identificar e a relevar o facto. A predisposição para atacar o Governo Regional do PSD, CDS e PPM faz relegar para plano secundário este tipo de notícia. É a vida.

Importa, contudo, dizer que a taxa de desemprego verificada de abril a junho só encontra paralelo no já longínquo ano de 2008, isso mesmo, há 14 anos, mas nessa altura a população empregada era muito inferior, sensivelmente menos quatro mil pessoas. E tudo isto acontece quando, simultaneamente, o Governo Regional vem reduzindo o número de pessoas integradas em programas de ocupação temporária de desempregados (neste caso é preciso recuar até junho de 2015 para se verificar um número inferior).

Comparando os números divulgados na passada semana pela entidade estatística, com os registados no segundo semestre de 2019, antes da pandemia, da guerra na Ucrânia e da inflação, conclui-se que em todos os parâmetros os Açores estão melhores: temos mais 1.500 açorianos empregados, menos três mil desempregados e uma taxa de desemprego de 5,9%, bastante inferior aos 8,2% que então se verificava.

Isto é tudo mérito do Governo? Obviamente que não. A retoma da economia, com especial destaque para o turismo, contribui para estas melhorias, claro, a par dos programas de incentivo à criação de postos de trabalho e à contração definitiva de trabalhadores, medidas da responsabilidade do Executivo da Coligação.

Ao mesmo tempo que o desemprego cai, importa dignificar o emprego, através de contrato estáveis e duradoiros e remunerações justas, tanto no setor público como nas empresas.

Os resultados estão à vista. Só não os vê quem não quer. Mas há sempre um míope disposto a apontar o dedo… na direção errada.

Pub