Opinião: Joaquim Machado | Escolas profissionais

“É preciso acautelar rapidamente o modelo de formação profissional vigente na Região, marcado (…) pela proliferação de estabelecimentos e abertura indiscriminada de cursos. Ninguém nega a utilidade formativa, e até mesmo social, de muitas escolas de formação profissional, em boa hora erguidas pela vontade empreendedora das IPSS e outros organismos de direito privado e cooperativo. Mas essas energias devem ser (…) enquadradas numa estratégia à escala regional e atender às características e solicitações do mercado de emprego. Ora, não se vislumbra (…) qualquer intenção neste domínio. Tão pouco foram definidos e observados critérios de natureza científica e pedagógica, além de administrativos, para o funcionamento dos ditos estabelecimentos e cursos…

É tempo de definir políticas de formação profissional que vão criteriosamente ao encontro das necessidades e características do mercado de emprego. É urgente promover a interligação das políticas de educação e de formação profissional e aprofundar a conveniente corresponsabilização entre as duas áreas e o sistema produtivo. Tem faltado, uma visão estratégica, sustentada em estudos projetivos, onde sejam inventariadas as necessidades atuais e futuras de cada ilha”.

“Acresce ainda a incerteza que paira sobre as escolas de formação profissional. Incerteza sobre o seu futuro. Incerteza, já hoje, … [porque] muitas escolas vivem com graves dificuldades financeiras, sob a ameaça da falência e do encerramento.

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A situação deriva igualmente do subfinanciamento e dos atrasos nos pagamentos, por parte do Governo, muitas vezes inexplicavelmente a pretexto transição de quadros comunitários…”

O que atrás fica dito foi escrito há mais de dez anos e também em 2017.  Sem adivinhação. A realidade está aí para comprovar tudo isso. Infelizmente.

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