Oito forças políticas apresentam-se a votos por Santa Maria

O partido Chega constitui a novidade entre as oito forças políticas que se apresentam a votos pelo círculo de Santa Maria nas eleições regionais nos Açores, marcadas para 25 de outubro.

Perante os três lugares disponíveis para a Assembleia Legislativa Regional neste círculo, o partido com maior expressão eleitoral na atual legislativa, o PS, apresenta a deputada Bárbara Chaves como cabeça de lista, enquanto o maior partido da oposição, o PSD, avança em Elisa Sousa, também atual deputada, indicam as listas oficiais ao sufrágio entregues esta semana junto das instâncias competentes.

O BE tem como primeiro candidato por aquele círculo eleitoral Pedro Amaral, o CDS-PP aposta em João Silva como número um, ao passo que o PPM avança com Carlos Pinto.

O Chega, novidade face às eleições de 2016, surge na corrida com João Martins em número um, a CDU (PCP/PEV) com Dulce Correia em posição semelhante na lista e o Partido da Terra (MPT) aposta em Álvaro Lopes.

De todas estas forças políticas, apenas o Chega e o MPT não têm assento parlamentar na atual legislatura.

O número de deputados a eleger por cada círculo nas eleições regionais dos Açores não sofreu alterações relativamente a 2016, registando-se um total de 228.572 eleitores inscritos.

Em Santa Maria, que elege três deputados – tendo em 2016 sido eleitos dois pelo PS e um pelo PSD -, estão inscritos 5.393 votantes.

Em 2016, o PS venceu as eleições nos Açores com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação CDU (PCP/PEV), com 2,6%, obteve um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.