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As obras de requalificação do Porto das Pipas, na ilha Terceira, que se iniciaram há dois meses, estão a decorrer “dentro da normalidade” e deverão estar concluídas no prazo previsto, avançou o Governo dos Açores.

“Está a decorrer dentro da normalidade. Estamos ainda no verão, portanto, neste momento goza do favorecimento do tempo. Está a correr conforme o planeado”, afirmou hoje, em declarações aos jornalistas, a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha.

A governante falava à margem de uma visita às obras no Porto das Pipas, localizado em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, cuja primeira pedra foi lançada pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, a 13 de julho.

A intervenção contempla o aumento do cais e o prolongamento do manto de proteção ao muro de cortina existente, permitindo a operação de navios de cruzeiros temáticos, e a construção de uma rampa roll-on/roll-off (ro-ro), para que os ‘ferries’ que efetuam as ligações entre Angra do Heroísmo e a Calheta (São Jorge) possam desembarcar viaturas.

A empreitada, adjudicada ao consórcio Sacyr-Somague, S.A./Sacur-Neopul, S.A, por cerca de 14 milhões de euros, tem um prazo de execução de 24 meses.

Segundo Ana Cunha, esta é “uma das maiores” e “das mais significativas” obras que estão a decorrer atualmente nos portos das região.

“Temos obras em todos os portos da Região Autónoma dos Açores praticamente, neste momento. Umas que já estava regulamente previstas no plano de investimentos do Governo dos Açores, como é esta, outras que infelizmente, por razões inesperadas, designadamente pelos danos provocados pelo furacão Lorenzo, tiveram de ser planeadas e estão já a ser realizadas”, avançou.

Este ano, devido à pandemia de covid-19, a operação marítima de passageiros teve “taxas menores de ocupação”, mas “decorreu normalmente”, sem constrangimentos provocados pelas obras no Porto das Pipas, de acordo com a governante.

“Obviamente que as obras que são realizadas a montante condicionam um pouco a operação do navio, mas no embarque e desembarque dos passageiros não houve constrangimentos. No próximo verão poderá haver alguns, mas faz parte da obra”, apontou.

No Porto das Pipas já é visível uma intervenção no cais-8, mas uma parte significativa do trabalho decorre do outro lado da ilha, no Porto da Praia da Vitória, onde estão a ser construídos caixotões de grande dimensão, que serão submersos para prolongar o cais.

“Estão ainda a decorrer os trabalhos de prospeção da zona onde os caixotões irão assentar, realizados pela equipa de mergulhadores”, salientou Ana Cunha.

Com o final da operação marítima de passageiros sazonal, será iniciada agora também a intervenção no cais-5, onde serão substituídos os cabeços de amarração, que darão “maior segurança” às embarcações.

Está prevista ainda uma intervenção para reduzir os galgamentos, frequentes naquele porto.

“Haverá uma intervenção no mar, porque é uma zona onde há um declive grande de profundidade, para que a onda seja dissipada mais do que é atualmente”, explicou Ana Cunha.

Em 2008, o executivo açoriano, então liderado por Carlos César (PS), prometeu a construção de um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo, que chegou a estar orçado em cerca de 60 milhões de euros.

Em fevereiro de 2014, o então secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga (PS), anunciou que o Governo Regional tinha desistido de construir um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo, substituindo-o pela construção de uma rampa ‘ro-ro’.

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