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O novo presidente do conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), nos Açores, defendeu hoje que a unidade precisa de ter idoneidade formativa em mais especialidades e de atrair mais médicos.

“No futuro, é evidente que gostaríamos de ser capazes de atrair mais médicos para os reter. Precisamos de idoneidade formativa em mais especialidade, precisamos que haja médicos que escolham a Terceira para fazer o seu internato complementar e que criem uma vinculação efetiva e afetiva, sobretudo, à ilha, para que depois possam dizer que vale a pena ficarem cá e reforçarem o corpo clínico”, afirmou, em declarações aos jornalistas, o novo presidente do HSEIT, Pedro Marques, que tomou hoje posse.

O novo administrador assumiu como prioridades o “combate às listas de espera, quer para consultas, quer para cirurgia”, e a fixação de “médicos e outros profissionais de saúde diferenciados”.

Segundo Pedro Marques, o hospital tem uma percentagem grande de médicos acima dos 60 anos, “mas também tem muitos médicos abaixo dos 40 anos”, por isso, “tem um futuro assegurado”.

Ainda assim, precisa de ser “capaz de juntar talento ao talento que já existe” e isso “implica fazer algum trabalho de idoneidade”.

O administrador do HSEIT sublinhou que “está a ser feito um esforço grande” para “dar a resposta possível” ao combate às listas de espera, com os médicos da casa e com recurso a protocolos com outras unidades.

Numa primeira fase, o hospital terá ainda de contar com a deslocação de especialistas de outras unidades, mas o objetivo é, “a pouco e pouco, procurar ser mais independente e mais autónomo na gestão dos profissionais de saúde”.

Pedro Marques defendeu ainda que a análise das listas de espera não pode ter em contra apenas os números absolutos.

“Um ato médico pode demorar tanto tempo quanto outros 10 atos diferentes, mas um ato médico que pode demorar o tempo de outros 10 pode salvar vidas. Não podemos olhar só para as listas de espera em números absolutos. Temos de olhar para as listas de espera em números absolutos e na qualidade dos atos prestados”, apontou.

O novo presidente do conselho de administração do HSEIT substitui José Fernando Gomes, que pediu a demissão do cargo, no final de maio, na sequência de acusações de favorecimento da mulher na nomeação como diretora de um departamento da unidade.

José Fernando Gomes rejeitou qualquer favorecimento, alegando que a decisão de nomear a esposa, que entretanto renunciou ao cargo, foi dos restantes membros do conselho de administração, mas pediu a demissão alegando que tinham sido postos em causa os seus “princípios éticos”, “honra” e “bom nome”.

Pedro Marques era até à data responsável institucional pelas políticas públicas de saúde da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas, em Bruxelas.

Natural da Madeira, tem 53 anos, é licenciado em gestão, tem MBA em gestão de unidades de saúde e em ‘marketing’ executivo, bem como uma especialização em economia e gestão empresarial.

Foi diretor executivo do agrupamento de centros de saúde de Serra d’Aire e Torres Novas e diretor dos centros de saúde de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação.

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