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A Câmara Municipal de Lagoa colocou, na semana passada, as quatro figuras femininas, recuperadas pela Cerâmica Vieira, e agora repostas no topo da fachada do Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida.

As musas, que eram uma alegoria às quatro estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno), regressaram ao edifício que pertence à autarquia lagoense desde 1996.

Francisco d’Amaral Almeida (1873-1948), natural da freguesia de Nossa Senhora do Rosário, era conhecido como um homem muito culto no concelho. Com a inauguração do Cineteatro Lagoense, a 1 de fevereiro de 1913, quis proporcionar à Lagoa um enriquecimento cultural e a oportunidade de ficar a par do que acontecia no mundo.

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Para além de fundador, Francisco d’Amaral Almeida foi responsável pelo desenho da planta do edifício e a sua execução foi feita por administração direta. O lagoense foi, também, o autor da modelagem das quatro figuras femininas que se encontravam na fachada do edifício, e que eram uma alegoria às quatro estações do ano.

Na década de noventa, o funcionamento do Cineteatro Lagoense apenas ocorria esporadicamente, pelo que acabou por ser vendido pelos seus proprietários e por entendimento mútuo à Câmara Municipal de Lagoa, tendo sido a escritura de compra e venda assinada a 30 de outubro de 1996.

Os proprietários manifestaram por altura da venda, a vontade de que as musas ou figuras evocativas das estações do ano, de autoria de Francisco d’Amaral Almeida, continuassem colocadas na fachada do edifício. No entanto, as figuras foram retiradas, porque se encontravam em muito mau estado, aquando das obras de recuperação do edifício, que foi inaugurado em 2001, tendo, este ano, sido restauradas pela Cerâmica Vieira e repostas no seu lugar.

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