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O ex-presidente do Governo dos Açores Mota Amaral considerou hoje que “já correu mais do que tempo” para encerrar o inquérito que envolve Carlos César, noticiado recentemente, ou para levar o caso a tribunal, “se para tal houver indícios”.

“Já correu mais do que tempo para encerrar o inquérito, dando acusação e levando o caso a julgamento, se para tal houver indícios, ou mandando arquivá-lo definitivamente. Este assunto não diz respeito apenas a Carlos César e família. Tal como se configura, toca-nos a todos nós, cidadãos e açorianos. As entidades judiciais competentes devem-nos uma explicação!”, declara Mota Amaral no seu habitual artigo de opinião publicado nos jornais diários de Ponta Delgada.

Segundo noticiou na semana passada o Correio da Manhã, Carlos César e o seu filho, o deputado do PS/Açores Francisco César, estarão a ser investigados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, algo de que ambos declaram não ter conhecimento.

Questionada pela Lusa, a Procuradoria da República da Comarca dos Açores confirmou que está a decorrer o inquérito.

“Confirma-se a existência do inquérito (…), o qual se encontra em investigação, sem arguidos constituídos e sujeito a segredo de justiça”, indicou aquela comarca.

Em causa estarão suspeitas de irregularidades em negócios entre o Governo Regional dos Açores – que foi presidido por Carlos César entre 1996 e 2012 – e empresas privadas, no que se refere à atribuição de subsídios públicos.

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