O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu hoje, disse à agência Lusa fonte do PS.

Jorge Coelho foi ministro de três pastas nos governos de António Guterres: ministro Adjunto; ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social.

A partir de 1992, com Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas outubro de 1995.

O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu hoje na Figueira da Foz, de doença súbita, quando visitava uma casa na zona turística da cidade, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Jorge Coelho, de 66 anos, sentiu-se mal durante a visita a uma habitação na rua da Liberdade, na zona turística do Bairro Novo.

“A senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação”, tendo o óbito sido declarado no local, adiantou o comandante.

PS Açores manifesta profundo pesar pelo falecimento de Jorge Coelho

O Partido Socialista dos Açores recebeu com profunda tristeza a notícia do falecimento do camarada e ex-dirigente socialista, Jorge Coelho.

Membro do Partido Socialista desde 1982, Jorge Coelho foi ministro de três pastas durante o governo de António Guterres, ocupando os cargos de ministro Adjunto e ministro da Administração Interna durante o XIII Governo, e ministro da Presidência e do Equipamento Social, após as eleições legislativas de 1999, durante o XIV Governo Constitucional. Na Assembleia da República foi ainda deputado Socialista entre 1987 e 1995.

Formado em engenharia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o histórico socialista sempre manteve uma forte ligação com o partido, mas desde 2007 que ocupava um cargo na administração da Mota-Engil, primeiro como presidente da construtora, cargo que abandonou em 2013, tendo regressado em 2018 e se mantido até à data.

Ex-ministro, empresário e comentador político, Jorge Coelho foi agraciado com a condecoração da Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil, a 21 de maio de 1999, e a distinção de Excelentíssimo Senhor Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil de Espanha, em setembro de 2000.

“Deixou-nos um camarada e um amigo generoso, inteligente e solidário, a quem o PS e os Açores devem muitas das suas vitórias, um Homem que serviu o País com grande sentido do interesse público”, afirmou o Presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro.

Nesta hora de tristeza, o Partido Socialista dos Açores presta uma sentida homenagem ao camarada Jorge Coelho, pela sua dedicação e apego aos valores Socialistas, endereçando à sua família e aos seus mais próximos, bem como a todos quantos tiveram a oportunidade de privar com ele, na vida pessoal ou profissional, as nossas sentidas condolências.

Carlos César enaltece frontalidade, clareza e bondade do socialista

O presidente do PS, Carlos César, lamentou hoje a “terrível, inesperada e desanimadora notícia” da morte de Jorge Coelho, elogiando a frontalidade, clareza, argúcia, labor, empreendedorismo e bondade do socialista.

Jorge Coelho, ministro dos governos liderados por António Guterres entre 1995 e 2002, morreu hoje, segundo fonte do PS, vítima de paragem cardíaca fulminante.

“Foi, para mim, como para tantos, uma terrível, inesperada e desanimadora notícia. Fica a faltar mais um amigo. Um amigo, desde que o conheci. Um camarada, nos sucessos e nos insucessos políticos e partidários”, referiu Carlos César, numa publicação na rede social Facebook, na qual partilhou o vídeo com a declaração do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, a propósito da morte de Jorge Coelho.

Poucos exprimiram tão bem a alma dos socialistas – António Costa

O secretário-geral do PS considerou hoje que Jorge Coelho serviu com “grande dignidade” o Governo da República, foi “sempre” um fator de unidade no PS e poucos como ele exprimiram “tão bem a alma” dos socialistas.

Esta posição foi transmitida por António Costa numa declaração feita a partir da sede nacional do PS, em Lisboa, após confirmada a morte de Jorge Coelho, antigo dirigente socialista e ministro dos governos de António Guterres entre 1995 e 2002, vítima de paragem cardíaca fulminante.

“No PS, estamos todos naturalmente em choque com o falecimento surpreendente doutor Jorge Coelho”, começou por declarar António Costa, dizendo depois que, “seguramente, os portugueses o recordarão como um cidadão dedicado ao seu país, que serviu com grande dignidade o Governo da República”.

Ferro Rodrigues chocado com perda de amigo “solidário” e “sobrevivente”

O presidente da Assembleia da República e ex-líder socialista mostrou-se hoje chocado e muito triste com a morte do seu amigo e camarada Jorge Coelho, antigo ministro, deputado e dirigente também do PS.

“Recebo, com choque e muita tristeza, a notícia do falecimento de Jorge Coelho, um amigo de há longas décadas. Homem bom e solidário, foi sempre alguém que se bateu por causas, em especial pela democracia e pela igualdade. Foi também um sobrevivente, com quem aprendi a enfrentar as adversidades”, lê-se em nota de Ferro Rodrigues, enviada à agência Lusa.

Jorge Coelho foi ministro de três pastas nos governos de António Guterres: ministro Adjunto; ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social.

Admirável servidor da causa pública e um amigo muito querido – Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou-se “chocadíssimo” com a notícia da morte do antigo dirigente socialista Jorge Coelho, seu “amigo muito querido”, considerando que foi um “admirável servidor da causa pública.

Jorge Coelho, ministro dos governos liderados por António Guterres entre 1995 e 2002, faleceu hoje, segundo fonte do PS, vítima de paragem cardíaca fulminante,

Numa declaração enviada à agência Lusa, António Guterres, secretário-geral do PS entre 1992 e 2002, afirma que Jorge Coelho “foi um admirável servidor da causa pública, um político de extraordinária inteligência e dedicação”.

Presidente do PSD lamenta “profundamente” e envia condolências ao PS e família

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou hoje o antigo ministro Jorge Coelho como uma “pessoa afável e de excelente trato”, lamentando “profundamente” a sua morte.

“Lamento profundamente o súbito desaparecimento de Jorge Coelho, pessoa afável e de excelente trato, com quem eu tinha uma agradável relação pessoal. Presto-lhe sentida homenagem e envio as minhas condolências à sua família e ao Partido Socialista”, escreveu Rui Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

Também o PSD, numa nota de pesar, expressou “consternação” com a notícia da morte de Jorge Coelho, que “a todos apanhou de surpresa”.