Pub
Início Nacional Morreu António Arnaut, “pai” do Serviço Nacional de Saúde

Morreu António Arnaut, “pai” do Serviço Nacional de Saúde

Pub

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde e cofundador do PS, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos, disse à agência Lusa fonte dos socialistas.

António Arnaut, advogado, nasceu na Cumeeira, Penela, distrito de Coimbra, em 28 de janeiro de 1936, e estava internado nos hospitais da Universidade de Coimbra.

Marcelo lembra “lutador pela liberdade e pela democracia” e “criador do SNS”

Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República lamentou a morte do antigo ministro António Arnaut lembrando-o como um “cidadão impoluto” que foi um “lutador pela liberdade e pela democracia” e “criador do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Em declarações aos jornalistas, à saída do quartel dos bombeiros de Vila Nova de Tazem, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que António Arnaut foi “proponente de uma reforma do SNS há muito pouco tempo”.

O chefe de Estado expressou “um grande desgosto pessoal e também um grande desgosto enquanto cidadão e Presidente da República” com a notícia da sua morte.

“Eu tive a honra de o condecorar com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e queria, como amigo, recordar com saudade a pessoa – com quem estive, aliás, nos últimos meses, várias vezes – e, como Presidente da República, agradecer-lhe tudo o que fez por Portugal”, afirmou.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, considerado o “pai” do SNS, fundador do PS, do qual era presidente honorário, morreu hoje, em Coimbra, aos 82 anos.

Durante uma visita a vários pontos do concelho de Gouveia, para se inteirar da situação no terreno na sequência dos incêndios de 2017, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu António Arnaut como um “cidadão impoluto, corajoso, destemido”, que “foi e é um exemplo de democrata, de lutador pela liberdade, de socialista empenhado na solidariedade social”.

O Presidente da República destacou a forma como o socialista era “sensível à justiça e à solidariedade”, acrescentando: “Daí ser o criador do SNS que é, porventura, uma das expressões máximas da solidariedade social acolhida na nossa Constituição”.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou os tempos que viveram “em conjunto durante a revolução, colegas na [Assembleia] Constituinte” e os momentos que partilhou com Arnaut “quer no direito, quer fora do direito, até na literatura, acompanhando a sua obra”.

“Era de uma fidelidade, de uma lealdade, de uma persistência em relação aos amigos notável”, elogiou.

Numa nota entretanto divulgada no portal da Presidência da República, o chefe de Estado escreveu que “o nome de António Arnaut ficará para sempre inscrito na memória da democracia portuguesa como combatente pela liberdade, fundador e presidente do Partido Socialista e ‘pai do SNS'”.

O Presidente da República disse terem sido essas as razões pelas quais lhe atribuiu em 25 de abril de 2016 a grã-cruz da Ordem da Liberdade.

“O SNS muito deve, na sua génese e no seu desenvolvimento, ao humanismo de António Arnaut, ao seu espírito de serviço à causa pública e à sua empenha atenção aos outros e à comunidade”, considerou.

Nesta mensagem, António Arnaut é recordado como “jurista prestigiado, homem de leis e de letras, cidadão de Coimbra e do mundo”.

Apresentando “sentidas condolências” à sua família, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Deixa-nos um exemplo ímpar de republicanismo cívico e de patriotismo humanista, que os milhões de utentes do SNS – e, no fundo, todos os portugueses – jamais esquecerão”.

António Arnaut, advogado, nasceu na Cumeeira, Penela, no distrito de Coimbra, em 28 de janeiro de 1936, e estava internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano e foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Poeta e escritor, António Arnaut envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo e participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado.

Costa salienta que será recordado para a eternidade como “pai” do SNS

António Costa

O secretário-geral do PS, António Costa, considerou hoje que o fundador do partido António Arnaut será recordado para a “eternidade” como “o pai” do Serviço Nacional de Saúde (SNS), resistente à ditadura e militante socialista “honrado”.

Estas posições foram transmitidas por António Costa à agência Lusa, depois de ter decretado luto partidário, com a bandeira socialista e meia haste em todas as sedes deste partido.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde e presidente honorário do PS, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos.

Carlos César evoca “apaixonado” pela causa da saúde pública

Carlos César

O presidente do PS, Carlos César, lembrou a memória de António Arnaut, hoje falecido, evocando o socialista como um “apaixonado” pela causa da saúde pública e um “representante do sentido humanista” que a política deve ter.

Arnaut, declarou César, “não era apenas um socialista, era um socialista muito simbólico, representante do sentido humanista com que a política se desenvolve”, um socialista “empenhado, apaixonado naquilo que sempre constituiu a sua grande causa, a causa da saúde pública”.

E concretizou: “Com o desaparecimento de António Arnaut, fundador do PS, nosso presidente honorário, sobretudo nosso presidente afetivo, desaparece uma parte muito significativa da nossa memória do presente”, sendo que existe a “responsabilidade” de seguir uma trajetória “humanista” no PS.

Secretário-geral do PS decreta luto partidário e bandeira socialista a meia haste

António Costa

O secretário-geral do PS, António Costa, decretou hoje luto partidário, com a bandeira soicalista a meia haste em todas as sedes de país, após a morte do fundador deste partido e antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut.

Estas primeiras decisões de António Costa foram transmitidas à agência Lusa por fonte oficial do PS.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde e presidente honorário dos socialistas, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos.

Cristas recorda “homem profundamente dedicado às causas em que acreditou”

Assunção Cristas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou hoje a morte de António Arnaut, que recordou como “um homem profundamente dedicado às causas em que acreditou” como a construção do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita no âmbito das jornadas parlamentares do CDS-PP que decorrem até terça-feira em Viana do Castelo, a líder do CDS-PP recebeu a notícia pela comunicação social.

“Realço um homem profundamente dedicado às causas em que acreditou, nomeadamente na construção do SNS”, afirmou, deixando os “profundos sentimentos” à família, amigos e ao Partido Socialista, de que foi cofundador e era presidente honorário.

Bastonário recorda homem sempre preocupado com ideia de salvar SNS

Miguel Guimarães

O bastonário da Ordem dos Médicos descreveu hoje António Arnaut como um homem lutador e que manteve sempre a preocupação de salvar o Serviço Nacional de Saúde, considerando que todos os portugueses lhe devem estar gratos.

“É uma grande perda para o país, não só pelo seu papel fundamental no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas por toda a sua atividade política, como grande defensor dos direitos, liberdades e garantias”, afirmou Miguel Guimarães à agência Lusa.

O bastonário dos Médicos considera que a figura de António Arnaut é insubstituível, destacando as suas “posições irreverentes”, tentando sempre “puxar pela carroça com o objetivo de salvar o SNS”.

A maior homenagem que se pode prestar é salvar o SNS  Manuel Alegre

Manuel Alegre

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre considerou hoje que António Arnaut foi o socialista mais genuíno que conheceu, adiantando que a melhor homenagem que lhe pode ser feita é “salvar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Manuel Alegre, dirigente “histórico” socialista, assumiu estas posições numa mensagem que transmitiu à agência Lusa, depois de tomar conhecimento da morte do presidente honorário do PS e antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, hoje, em Coimbra, aos 82 anos.

“Estou muito abalado, era um dos meus maiores amigos de há muito tempo. António Arnaut é o socialista mais genuíno que conheci”, declarou o antigo conselheiro de Estado.

Ministro lembra “figura de referência” com grande devoção à causa pública

Adalberto Campos Fernandes

O ministro da Saúde considera que António Arnaut não era apenas o pai do Serviço Nacional de Saúde, descrevendo-o como uma figura de referência em termos de influência cívica e com grande devoção à causa pública.

Em declarações por telefone à agência Lusa, o ministro Adalberto Campos Fernandes lembrou ainda Arnaut como um “republicano, um homem da literatura, um grande poeta e um homem de uma enorme sensibilidade”.

“Não é apenas o pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como nos habituámos a reconhecê-lo. Perdemos um cidadão que soube enobrecer a sua devoção à causa pública”, afirmou o ministro, que se encontra na Suíça a participar na 71.ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde.

Ferro Rodrigues destaca exemplo ético e causa dos direitos sociais

Ferro Rodrigues

O presidente da Assembleia da República considerou hoje que o fundador do PS António Arnaut personificava o conceito de “ética republicana”, destacando que foi até ao seu último dia um militante ativo da causa dos direitos sociais.

“É com profunda tristeza que tomo conhecimento do falecimento de António Arnaut, um homem que personificava, como poucos, o conceito de ética republicana”, refere Ferro Rodrigues numa mensagem enviada à agência Lusa.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos.

José Martins Nunes destaca “uma das maiores reservas éticas e morais” do país

O antigo secretário de Estado da Saúde José Martins Nunes destaca António Arnaut, que hoje morreu em Coimbra, como “uma das maiores reservas éticas e morais” de Portugal.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde e cofundador do PS, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos.

“Faleceu uma das personalidades mais marcantes do Portugal democrático e uma das maiores reservas éticas e morais do país”, disse José Martins Nunes à agência Lusa.

Morreu um homem de princípios “como há poucos” António Campos

António Campos, um dos fundadores do PS, disse hoje à agência Lusa que, com o falecimento de António Arnaut, se perdeu “um homem de luta política e de princípios, como infelizmente há poucos”.

António Arnaut “fazia da política uma luta de causas”, sublinhou o amigo e “parceiro de muitas batalhas políticas” do advogado e escritor que foi impulsionador do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Perdemos um democrata da cabeça aos pés”, lamentou António Campos, que conheceu António Arnaut quando este ainda era estudante na Faculdade de Direito em Coimbra, no início dos anos 60, durante uma comemoração da revolta de 31 do janeiro de 1891.

Pub