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O antigo ministro da República para os Açores Alberto Sampaio da Nóvoa morreu aos 95 anos, estando previsto o funeral para 02 de janeiro, em Oeiras (Lisboa), disse hoje à Lusa fonte familiar.

Alberto Manuel de Sequeira Leal Sampaio da Nóvoa nasceu na Póvoa de Varzim, Porto, em 04 de agosto de 1927 e licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1949, tendo desempenhado funções de delegado do Procurador da República e de juiz em diversas comarcas.

Foi ajudante do Procurador-Geral da República, em Lisboa, desde 1963 e participou na instalação da Provedoria de Justiça, onde foi coordenador, a partir de 1976. Em 1978, foi nomeado juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo.

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Em 1993, Alberto Sampaio da Nóvoa foi escolhido vice-presidente do Supremo Tribunal Administrativo, sendo eleito no mesmo ano presidente do tribunal, funções que desempenhou até à sua jubilação, em 1997.

De 1997 a 2003 foi ministro da República para os Açores e, sobre essa experiência política, publicou um livro “Açores, uma íntima ligação”, em 2020.

No livro de memórias, Sampaio da Nóvoa afirma que deve “muito aos Açores” e que terá “dado algumas coisas aos Açores, mas estes” lhe deram “muito mais”.

Ao longo da obra, o ex-ministro revisita a crise política dos Açores de 1998, após a chegada ao poder do PS de Carlos César, cujo governo esteve na iminência de cair.

O velório de Alberto Sampaio da Nóvoa será na Igreja Paroquial de Santo António, em Nova Oeiras, no domingo e o funeral é às 11:00 na segunda-feira, no crematório de Barcarena.

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