Mobilidade dos Açorianos “está muito diferente do que era”, assegura Ana Cunha

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou hoje, na Assembleia Legislativa, na Horta, que “é inegável que a mobilidade dos Açorianos, dos residentes, está muito diferente do que era há 15 anos, há 10, até há cinco anos”.

“Estamos, de facto, num bom caminho”, frisou Ana Cunha, que falava no debate de uma interpelação ao Governo sobre transportes e acessibilidades.

“Este governo foi responsável pela introdução do Subsídio Social de Mobilidade, este governo foi responsável pela liberalização das tarifas aéreas, pelo regime das Obrigações de Serviço Público interilhas e em algumas gateways, que são largamente suplantadas no plano de exploração da SATA Internacional e da SATA Air Açores, pela introdução de valores máximos de tarifa”, recordou a titular da pasta dos Transportes.

A Secretária Regional frisou que “basta ver os números” dos passageiros transportados nos últimos anos, que “não podem ser negados” e que “mostram que o modelo implementado tem os seus resultados”.

Para Ana Cunha, “dizer-se que este governo não tem uma política para os transportes aéreos e que não tem uma política para os transportes marítimos é não estar neste planeta”, acrescentando que “basta ver o Programa do Governo, basta ver as opções a médio prazo, basta ver o Plano de cada um dos departamentos deste governo, nomeadamente o da Secretaria dos Transportes e Obras Públicas”.

A Secretária Regional reafirmou, à semelhança do que fez recentemente em audição na Comissão de Economia, que houve “constrangimentos” na operação de transporte marítimo, frisando, no entanto, que foi “a primeira vez que a Atlânticoline falhou o início da operação sazonal e falhou-o devido ao incumprimento contratual do armador”.

Mesmo assim, a empresa pública “teve a mais valia de ter conseguido, em tão pouco tempo, um navio substituto, que negociou entre um sábado e uma terça-feira, e depois o atraso foi a demora do barco chegar cá”, tendo ainda conseguido a antecipação da vinda do segundo navio.

Ana Cunha lembrou ainda a avaria no navio ‘Gilberto Mariano’, cuja reparação se previa que demorasse cerca de 15 dias mas terminou uma semana mais cedo, fazendo com que pudesse reentrar ao serviço de forma mais célere.

A Secretária Regional referiu também os constrangimentos verificados na operação de transporte aéreo para o Pico e para o Faial, recordando que, “houve, no prazo de 15 dias, uma série de cinco cancelamentos extraordinários. Um por avaria, um ‘bird strike’, os outros quatro por falta de tripulação técnica”.

No caso da falta de dotação de pilotos na SATA, a situação “está a ser colmatada pelos processos de recrutamento em curso”, sendo que o Governo e a SATA “estão a fazer tudo o que está ao seu alcance para que estas situações não voltem a repetir-se”.

“Naquilo que depender do Conselho de Administração da empresa, naquilo que depender da tutela, tudo estará a ser feito para que não voltem a repetir-se essas situações”, assegurou Ana Cunha.