Militares concluem trabalhos de apoio após furacão “Lorenzo”

O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) anunciou hoje que os militares que foram enviados para o arquipélago dos Açores para prestar apoio devido à passagem do furacão “Lorenzo” já regressaram, depois de concluídos os trabalhos.

“Restabelecida a operacionalidade do porto das Lajes das Flores e o apoio com bens de primeira necessidade à população açoriana, já regressaram ao continente os meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea que compuseram a força conjunta projetada para o arquipélago, entre os dias 03 e 12 de outubro“, refere o EMGFA em comunicado.

Segundo o documento, os militares, em colaboração com a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas e os Portos dos Açores, trabalharam para remover blocos de betão submersos, remover os contentores afundados no interior da área portuária e fixar contentores arrojados na costa, entre outras atividades, com vista à missão final de tornar novamente praticável o porto das Lajes das Flores.

“Foram ainda realizadas visitas às infraestruturas críticas da ilha das Flores, para avaliação, assim como entregues bens de primeira necessidade para apoio às populações das ilhas das Flores e do Corvo”, salienta.

O EMGFA refere também que estiveram envolvidos nas operações cerca de 350 militares, dos três ramos das Forças Armadas.

A passagem do furacão “Lorenzo” nos Açores, em 02 de outubro, provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, anunciou o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

“No total, o furacão ‘Lorenzo’ provocou um prejuízo cujo valor se aproxima dos 330 milhões de euros em várias ilhas dos Açores, em áreas como infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária, rede viária e outros equipamentos públicos, na habitação, nas pescas, na agricultura e no setor empresarial privado”, afirmou o líder do executivo regional.

Vasco Cordeiro concretizou que “parte significativa deste montante — mais de 300 milhões de euros — refere-se a estragos estruturais registados em infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária”, tais como a “destruição total” do molhe e cais comercial das Lajes das Flores.

A passagem do furacão no arquipélago provocou 255 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.