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O conhecimento científico “é obrigatório para garantir sustentáveis sistemas de alimentação e para contribuir para uma sociedade justa e equitativa no planeta”, mas “não será suficiente se não houver boa governança e políticas baseadas na ciência”, disse Serrão Santos durante o evento ‘All-Atlantic R&I for a Sustainable Ocean: Ministerial High-level & Stakeholders Conference’, promovido no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que decorre em Ponta Delgada.

O ministro do Mar referiu que no quadro da estratégia nacional, o Governo vai “continuar a promover a investigação e atividades operacionais como a observação, monitorização e vigilância do mar e da atmosfera”.

Ricardo Serrão Santos destacou que esteve na quinta-feira na ilha do Faial para acompanhar a apresentação da campanha de investigação científica que descobriu uma floresta de corais negros no fundo do oceano.

A expedição científica decorreu entre 18 de maio e 02 de junho, ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na região dos Açores, e incluiu levantamentos batimétricos, captação de imagens com a missão de cartografar os fundos marinhos, identificar novas áreas que se enquadrem na definição de ecossistemas marinhos vulneráveis e determinar o seu estado ambiental.

A expedição oceanográfica, denominada “Eurofleets+ IMAR: Avaliação integrada da distribuição dos Ecossistemas Marinhos Vulneráveis ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na região dos Açores”, concluiu que esta zona do arquipélago “poderá suportar mais vida e diversidade” do que estudos anteriores apontavam.

Ricardo Serrão Santos considerou que “os oceanos em geral, e o Atlântico em particular, exigem este tipo de técnica e sofisticação científica”, considerando que para os cientistas, é uma “oportunidade, mas também uma tremenda responsabilidade que não pode ser conseguida sem a cooperação internacional”.

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