Miguel Horta e Aldara Bizarro apresentam “Baleizão” no Teatro Micaelense

No próximo sábado, 16 de fevereiro, o Teatro Micaelense acolhe o espetáculo “Baleizão – o valor da memória”, de Miguel Horta e Aldara Bizarro.

A memória de um gelado, o Baleizão, vendido numa cervejaria homónima de Luanda nos anos 70, é o agente desencadeador e aglutinador do espetáculo concebido e dirigido por Aldara Bizarro, que a ele simbolicamente pede o nome emprestado. Criado e interpretado a meias com Miguel Horta, Baleizão faz-se das memórias de infância convocadas pela troca de cartas, textos, desenhos e fotografias entre estes dois amigos separados e com vivências diferentes, a de Angola durante a guerra de independência e a de Lisboa, fortemente marcada pelos sinais do Barlavento Algarvio. Esta troca epistolar de recordações, que conta e partilha duas histórias de vida, é um exercício de celebração da vida e de um valor, o da memória, o subtítulo desta peça. Na infância de Aldara Bizarro, o Baleizão era usado pela mãe para cotar o valor de custo das coisas impossíveis, daquelas que não tinha possibilidade de comprar. Mas na peça, numa subtil inversão, é a memória a que se atribui um número incontável de Baleizões.

A memória é também o tema da oficina de experimentação artística que Aldara Bizarro e Miguel Horta orientam a 14 de fevereiro (18h30 – 20h30). Através de um conjunto de exercícios de dança, de escrita e de desenho, que têm como objetivo a convocação da memória, nesta oficina, procura-se elaborar relatos escritos e desenhados de episódios importantes da vida dos participantes, como lembranças, mudanças, viagens ou outros aspetos que fazem parte do álbum das memórias de cada um.

Miguel Horta é pintor, mediador cultural, contador de histórias e ilustrador. Aldara Bizarro é coreógrafa e exerce atividade formativa para entidades como a Fundação Calouste Gulbenkian, o Centro Cultural de Belém e a Escola Superior de Dança.

 

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