Marta Guerreiro sublinha trabalho desenvolvido na preservação do património natural dos Açores

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo sublinhou hoje, nas Canárias, o trabalho do Governo dos Açores na preservação do património natural do arquipélago, salientando que têm sido dados “passos firmes” na sua gestão e salvaguarda.

Marta Guerreiro, que falava, em La Gomera, no IV Congresso Mundial ITLA – Territórios de Terraços e Socalcos, frisou que, há cerca de duas décadas, foi desenvolvida “uma panóplia de mecanismos de planeamento, gestão e ordenamento do território, em geral, e das áreas sensíveis, em particular”.

Segundo a governante, este foi um trabalho que se iniciou com o “desenvolvimento e implementação de vários instrumentos de gestão territorial”, fazendo com que atualmente o arquipélago dos Açores esteja coberto por 65 instrumentos, ao mesmo tempo que, e em paralelo, se consolidou uma “ampla rede de áreas protegidas, foram construídas duas dezenas de centros de visitação e interpretação ambiental distribuídos por todas as ilhas, foram designadas quatro Reservas da Biosfera com a chancela da UNESCO e lançaram-se programas de apoio à manutenção de ecossistemas e paisagens tradicionais”.

A titular da pasta do Ambiente salientou ainda que a Rede de Áreas Protegidas dos Açores integra 123 sítios, distribuídos por nove Parques Naturais de Ilha e ocupando, na sua componente terrestre, mais de 24% do território do arquipélago, sendo que, para algumas dessas áreas protegidas, se desenvolveram regulamentos de acesso e se implementaram limites de carga, “num processo que prossegue, neste momento, acompanhado da elaboração dos Planos de Gestão para os Parques Naturais de Ilha, bem como dos Planos de Ação para as Reservas da Biosfera”.

“Recentemente, em dezembro, demos um outro passo, por via da afirmação da Paisagem como uma componente importante para o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável dos Açores”, reforçou a Secretária Regional, dando nota da publicação de uma Resolução do Conselho de Governo que define os objetivos de qualidade e as orientações para a gestão da paisagem dos Açores, “enquanto recurso relevante, tanto na perspetiva ambiental, como social, cultural e económica, constituindo-se como um fator identitário, quer para quem vive, quer para quem visita os Açores”.

Na sua intervenção, Marta Guerreiro destacou a atribuição do Prémio Nacional 2018 à Paisagem da Cultura da Vinha do Pico como exemplo destas “políticas públicas de incidência territorial”.

A governante salientou ainda a ilha de Santa Maria, nomeadamente a baía de São Lourenço e a Maia, pela “forte inter-relação Homem-Natureza dada a grandeza das encostas em anfiteatro, muito marcadas pela presença das vinhas em pequenos quartéis e socalcos, acessíveis por estreitos caminhos e escadarias ao longo das íngremes encostas”, acrescentando que está a ser iniciado “um processo de recuperação dos quartéis e socalcos em Santa Maria”, com o objetivo de valorizar esta paisagem vitivinícola.