Segundo um comunicado enviado à agência Lusa, os navios da Marinha em missão nos Açores efetuaram desde o início deste ano “48 ações de patrulha e vigilância” que resultaram na identificação de 19 embarcações “em presumível infração”, registando-se um aumento de 12% em relação ao ano passado.

Ao longo dos primeiros seis meses deste ano, as ações nas “áreas adjacentes e protegidas sob a responsabilidade do Estado Português”, feitas pelo navio patrulha oceânico Viana do Castelo, a corveta António Enes e o Navio Patrulha Tejo, direcionaram-se sobretudo para a pesca ilegal.

“As ações de patrulha e vigilância dos espaços marítimos tiveram especial enfoque na deteção de embarcações a operar de forma ilegal nas águas portuguesas e em zonas de pesca interdita, nomeadamente nos limites da ZEE, entre as 100 e 200 milhas náuticas, destacando-se as áreas de pesca proibidas nos Bancos Condor e as reservas naturais dos ilhéus das Formigas e Banco D. João de Castro, as áreas dos Banco dos Açores e do Banco Princesa Alice”, lê-se no comunicado.

Além da vertente de fiscalização, a Marinha destaca, no mesmo comunicado, que estas ações serviram ainda para alertar “a comunidade piscatória” para a importância de “ter a bordo meios de salvamento adequados e operacionais, a preservação do meio marinho e das espécies, e para o flagelo do lixo e plásticos no mar”.