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O Presidente da República lamentou hoje a morte do fundador do PS, jornalista e professor universitário Mário Mesquita, a quem prestou homenagem, recordando “a independência, a coragem, a determinação e o humor” como suas características marcantes.

“Ninguém que tenha vivido a política e o jornalismo portugueses do último meio século ignora o percurso e a personalidade de Mário Mesquita”, considera Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Mário Mesquita, natural de Ponta Delgada, morreu hoje aos 72 anos.

Na sua mensagem de condolências, o chefe de Estado destaca o seu percurso político antes e depois do 25 de Abril de 1974: “Oposicionista ao antigo regime, pertenceu à CDE, foi fundador do PS e, já em democracia, foi meu colega na [Assembleia] Constituinte e deputado”.

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa assinala que Mário Mesquita, “jornalista, foi diretor do Diário de Notícias e do Diário de Lisboa, professor de jornalismo e membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social” – da qual era vice-presidente.

“E quem, como eu, conviveu com Mário Mesquita conhece também, ou conhece por maioria de razão, características suas a que não deixava de atribuir um certo cunho ‘açoriano’, ou não fosse micaelense: a independência, a coragem, a determinação e o humor”, refere.

“Presto-lhe a minha homenagem e envio à sua família sentidas condolências”, acrescenta o Presidente da República.

Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lovaina, Mário Mesquita foi diretor do Diário de Notícias e do Diário de Lisboa, tendo trabalhado ainda nos jornais República e Público.

Natural de Ponta Delgada, esteve ligado à oposição democrática desde a sua juventude, apoiando a CDE dos Açores em 1969 e 1973 e estando sempre próximo de figuras socialistas como Jaime Gama e Carlos César.

Esteve depois entre os fundadores do PS, em abril de 1973, na República Federal Alemã, e após o 25 de Abril de 1974 foi deputado à Assembleia Constituinte, entre 1975 e 1976.

Na primeira legislatura, voltou a ser eleito deputado pelos socialistas, mas afastou-se do PS em 1978.

Como professor universitário, entre outros estabelecimentos de ensino, deu aulas na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.

Em 1981, foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes.

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