Marcelo Rebelo de Sousa já saiu do hospital e elogia Serviço Nacional de Saúde

O presidente da República teve hoje alta do hospital Curry Cabral, em Lisboa, depois de ter sido internado de urgência na quinta-feira para uma cirurgia a uma hérnia umbilical.

Aos jornalistas, o presidente agradeceu os cuidados que lhe foram prestados pela equipa do Hospital Curry Cabral e ao Serviço Nacional de Saúde. O chefe de Estado deixou ainda “uma palavra especial” aos internados, naquele hospital, noutros e até em casa.

A última palavra, “para que não [o chateassem] durante os próximos dias” sobre o funcionamento dos partidos, “teria de esperar oito dias sem promulgar nem vetar para permitir que outras entidades, se quisessem, interviessem”, disse o presidente, sublinhando que não entendeu pedir fiscalização ao Tribunal Constitucional, mas prometendo promulgar ou vetar a lei, nos próximos dias.

A notícia do internamento do Presidente da República foi avançada pelo Palácio de Belém ao fim da manhã de quinta-feira.

A intervenção cirúrgica estava prevista para o início de janeiro, mas foi antecipada depois de o médico da Presidência, Daniel Matos, ter diagnosticado uma hérnia estrangulada, o que obrigou a uma operação de urgência.

Na sequência desta intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou os compromissos que tinha em agenda nestes dias, nomeadamente uma ronda de audiências com representantes dos juízes e dos magistrados do Ministério Público para discutir o pacto de justiça e os estatutos destas duas classes e uma cerimónia de entrega de insígnias a Carlos Ramos, que salvou várias pessoas no acidente ferroviário de Alcafache, em 1985.

Em 01 de janeiro, é tradicional o Presidente dirigir ao país uma mensagem de Ano Novo, que este ano deveria ser feita a partir de Vouzela, um dos concelhos afetados pelos incêndios de outubro, região que ia visitar nesses dias.

Em 31 de dezembro, o Presidente tinha planeado visitar os concelhos de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, e no dia 01 de janeiro de 2018 iria a Arganil, também no distrito de Coimbra, Santa Comba Dão e Vouzela, ambos no distrito de Viseu, de onde iria fazer, em direto, a mensagem de Ano Novo.

Marcelo Rebelo de Sousa passou o dia de Natal em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, concelhos afetados pelos incêndios de junho.

Presidente da República elogia Serviço Nacional de Saúde à saída do hospital

O Presidente da República elogiou hoje o Sistema Nacional de Saúde (SNS), onde disse ter sido tratado de forma “inexcedível”, à saída do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, depois de operado na quinta-feira a uma hérnia umbilical.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu à equipa médica, pessoal de apoio, à unidade hospitalar “e, no fundo, ao SNS” o apoio e a forma “inexcedível” como foi tratado nestes três dias de internamento.

O Presidente manifestou-se “feliz por ter feito uma escolha” que foi a de fazer a sua intervenção cirúrgica no SNS, “onde era natural que fosse”.

“Com todos os altos e baixos, o que tem de bom e o que tem de mau, o SNS é uma conquista da democracia portuguesa muito importante e eu desejo as maiores felicidades agora, neste começo de ano em que vai ter, como é todos os anos, um surto de gripe para enfrentar e certamente enfrentará bem”, afirmou o Presidente.

Deixou ainda “uma palavra especial” para os que estão internados, salientando que com alguns deles “privou neste último dia do ano”.

“Merecem uma palavra especial os que estão internados em unidades hospitalares ou semelhantes ou os que estão doentes em casa. Portanto, o meu pensamento está com eles e desejo umas entradas melhores do que as saídas”, afirmou o Presidente aos jornalistas.

À saída, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu uma salva de palmas do pessoal e alguns doentes que se encontravam na entrada do hospital, recebeu cumprimentos e tirou algumas ‘selfies’.

O chefe de Estado foi operado a uma hérnia umbilical na quinta-feira no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

A intervenção cirúrgica estava prevista para o início de janeiro, mas foi antecipada depois de o médico da Presidência, Daniel Matos, ter diagnosticado uma hérnia estrangulada, o que obrigou a uma operação de urgência.

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