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Confrontados com a “subida de nível de risco do concelho de Ponta Delgada e consequentes medidas a implementar”, a partir das 00:00 de sábado, os subscritores do Manifesto Açoriano pelos Direitos Fundamentais promovem a vigília “com o intuito de chamar à atenção e apelar ao presidente do Governo para os gravíssimos prejuízos que estas medidas infligem em vastos setores da economia da cidade e da ilha”.

De acordo com a nota de imprensa enviada à agência Lusa, os responsáveis pelo movimento consideram que, “passados mais de 18 meses sobre o início da pandemia de SARS-CoV-2, e tendo em conta as opções políticas tomadas, nomeadamente no que concerne à vacinação, torna-se insustentável este garrote a que a ilha de São Miguel continua a ser sujeita, em pleno arranque da época alta do turismo”.

O movimento está preocupado com o facto de a Autoridade de Saúde ter “sugerido que apenas a 15 de Agosto seria possível o ‘regresso à normalidade’”, sendo que “nem o tecido económico do concelho e da ilha, nem a sociedade no seu todo, podem suportar mais esta forma discricionária, ilegítima e calamitosa de controle de uma pandemia”.

Para os responsáveis do Manifesto Açoriano, os números relativos à pandemia da covid-19 “são sustentados, exclusivamente, na positividade de um teste pouco fidedigno e quando os internamentos, numa ilha com dois hospitais, se tem estabilizado nos cerca de 10,5 internamentos diários nos últimos 70 dias, nunca ultrapassando os 14 internamentos”.

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“Os danos económicos provocados pelas medidas restritivas, de que o fecho dos estabelecimentos de restauração às 20:00 é das mais inexplicáveis e prejudiciais, são incomensuráveis, não só nos efeitos diretos na rentabilidade dos estabelecimentos e na previsibilidade da sua gestão, que as avaliações semanais não permitem, como na imagem que se imprime em quem nos visita, como, também, na promoção e na notoriedade de todo o destino turístico Açores junto dos mercados emissores”, afirma-se no documento.

Os subscritores do Manifesto Açoriano querem que “a justiça, a equidade, os direitos fundamentais, como o direito ao trabalho e a uma vida digna, e o princípio da proporcionalidade sejam forçosamente equacionados nas políticas de contenção da pandemia sob pena de se estar, não a salvar vidas, mas a continuar acintosamente a destruí-las”.

Em 06 de maio, cerca de 100 pessoas de vários ramos da atividade económica da ilha de São Miguel concentraram-se junto ao Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, onde decorria uma conferência de imprensa do secretário regional da Saúde sobre o ponto de situação da pandemia de covid-19 nos Açores, como forma de protesto contra as medidas para combater a covid-19.

O porta-voz de um grupo de empresários da ilha de São Miguel que se manifestou considerou, na altura, que as empresas estavam “no limite” face às restrições impostas pela covid-19.

Nos Açores existem 279 casos ativos, sendo 276 em São Miguel, dois na Terceira e um no Faial.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.764.250 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.037 pessoas dos 854.522 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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