Mais de 15.000 mortos na Europa (ponto de situação em vários países)

Mais de 15.000 pessoas já morreram na Europa devido à pandemia de Covid-19, segundo um balanço feito hoje pela agência France Presse (AFP) a partir de fontes oficiais.

No total, foram registadas 15.500 mortes na Europa, a maioria em Itália (8.165) e Espanha (4.089), os países mais afetados pela pandemia de Covid-19, seguidos da França (1.331), refere a AFP.

Com 268.191 casos de infeção oficialmente confirmados, a Europa é o continente onde a pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus está a progredir mais rapidamente.

Mais de meio milhão de infectados e quase 23 mil mortes em todo o mundo

Mais de meio milhão de casos de infeção com o novo coronavírus e quase 23 mil mortes devido à doença covid-19 foram registados em todo o mundo desde o início da pandemia, indicam dados referentes às 18:20 de hoje.

De acordo com dados obtidos pela agência France Presse junto de fontes oficiais, pelo menos 501.556 casos de infeção, e 22.920 mortes, foram registados em 182 países e territórios, principalmente na China (81.285 casos, 3.287 mortes), foco inicial da pandemia, em Itália (80.539 casos, 8.165 mortes) e Estados Unidos (75.233 casos, 1.070 mortes).

A AFP alerta, contudo, que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, com um grande número de países a testar agora apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Mais 100 mortos no Estado de Nova Iorque nas últimas 24 horas

O número de mortos pelo novo coronavírus no Estado de Nova Iorque, epicentro da epidemia nos EUA, aumentou fortemente nas últimas 24 horas com mais 100 vítimas, num total de 385 recenseadas desde o início da pandemia, indicou fonte oficial.

Esta manhã, o Estado de Nova Iorque, com cerca de 20 milhões de habitantes, registava 37.000 casos confirmados da covid-19, contra mais de 30.000 na quarta-feira, precisou em conferência de imprensa o governador Andrew Cuomo.

“O que aconteceu foi que as pessoas estavam com um respirador [artificial] nos hospitais”, disse o governador.

“Quanto mais ficarem com um respirador, mais aumenta a probabilidade de um desfecho trágico. De momento existem pessoas que estão com um respirador há 20, 30 dias”.

No entanto, repetiu que o Estado possui respiradores suficientes para as necessidades imediatas, mesmo que sejam necessários novos aparelhos em breve.

O número de mortos registados nos Estados Unidos pelo novo coronavírus ultrapassou os 1.000 na noite de quarta-feira.

Os EUA, que de início observaram à distância a propagação da epidemia na China e de seguida na Europa, estão perto de ultrapassar a Itália em número de casos motivados pela doença.

O Estado de Nova Iorque concentra atualmente cerca de metade dos casos em todo o território dos Estados Unidos, cerca de 70.000 ao meio-dia de hoje segundo a universidade John Hopkins.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 260.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.089, entre 56.188 casos de infeção confirmados até hoje.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.285 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.287 mortes. Nas últimas 24 horas, reportou seis mortes e 67 novos casos, todos com origem no exterior, quando o país começa a regressar à normalidade, após dois meses de paralisia.

Os países mais afetados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.234 mortes (29.406) casos, a França, com 1.331 mortes (25.233 casos), e os Estados Unidos, com 1.031 mortes (68.572 casos na quarta-feira).

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Itália supera as 8.000 mortes e casos de contágio voltam a subir

O número de mortes em Itália devido ao novo coronavírus atingiu hoje as 8.165, com 662 vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas, um valor inferior em relação aos dois dias anteriores, divulgou a Proteção Civil italiana.

Já os casos positivos de infeção no país voltaram a aumentar após três dias em declínio e atualmente são 62.013, com o registo de 4.492 novos casos ativos em apenas um dia, segundo os mesmos dados.

O novo aumento no número de infeções diárias deve-se principalmente à Lombardia, a região mais afetada do país, onde nas últimas 24 horas foram verificados mais de 2.500 novos infetados.

Mais de 100 mortes num só dia pela primeira vez no Reino Unido

O número de mortes de pessoas infetadas pela covid-19 no Reino Unido aumentou em mais de 100 num único dia, para 578, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

No balanço publicado hoje, indicou a existência de 11.658 casos positivos entre 104.866 pessoas testadas à covid-19, tendo 578 dos infetados morrido, mais 115 do que os 463 óbitos declarados na véspera.

Em declarações à BBC Radio 4, um responsável do sistema nacional de saúde NHS, Chris Hopson, disse ter recebido de diretores de hospitais relatos de um aumento de casos graves, sobretudo em Londres, onde se registam mais de 33% dos casos.

“O que eles nos disseram é que passaram duas semanas a aumentar de forma maciça a capacidade dos cuidados intensivos, entre cinco a sete vez mais”, relatou, mas que nos últimos dias têm assistido a “explosão de procura” por pacientes em estado grave.

“Dizem que é o número de pacientes a chegar, à velocidade que estão a chegar, e a forma como estão doentes, vaga atrás de vaga atrás de vaga. A expressão usada é um ‘tsunami contínuo'”, descreveu.