Foto: JEdgardo Vieira
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O Orçamento e o Plano dos Açores para 2022, propostos pelo executivo (PSD/CDS-PP/PPM), foram hoje aprovados na Assembleia Regional, na Horta, com 29 votos a favor de PSD, CDS-PP, PPM, Chega, IL e deputado independente, tendo recebido 28 votos contra, de PS, BE e PAN.

Na declaração de voto, o socialista Vasco Cordeiro justificou o sentido de voto do PS com “razões técnicas e razões políticas” e defendeu que o parlamento açoriano “esteve à margem como nunca esteve” das “decisões orçamentais”.

“No fundo, a questão final é a que custo este Orçamento é aprovado. Julgamos que o custo é demasiado alto. É o custo da transparência tendo em conta a opacidade e a falta de transparência em que se processou todo o quadro que levou à aprovação deste Orçamento”, declarou Vasco Cordeiro.

Também o deputado do BE António Lima criticou o “manto de opacidade”, o “jogo de sombras” e o “pior ataque de sempre à autonomia dos Açores” que norteou as negociações.

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“Este Orçamento teve um único objetivo: dar tempo ao Governo e salvar o Governo”, declarou o bloquista.

Pedro Neves, do PAN, disse que o partido votou contra porque aquele é um “Orçamento despesista” e criticou a maioria de direita por ter reprovado todas as propostas de alteração do PAN.

O líder parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, afirmou que a aprovação do Plano e do Orçamento consagra “uma alternativa a políticas marcadas por um extremismo de esquerda empedernida”.

“Aprovamos em consenso, diálogo e concertação um Orçamento amigo das pessoas, um Orçamento amigo das empresas, um Orçamento essencial para um futuro de sucesso”, afirmou o social-democrata.

A líder parlamentar do CDS-PP, Catarina Cabeceiras, considerou que os documentos aprovados foram o “Plano e Orçamento mais plurais que a região já teve”.

“Temos consciência que muito se fez e que muito há a fazer. São tempos desafiantes e é preciso meter as mãos ao trabalho”, apontou Cabeceiras.

O deputado do PPM Paulo Estêvão enalteceu a “maioria sólida e sem fissuras” que suporta o executivo e criticou a “ausência de projeto político” do PS: “os Açores necessitam de estabilidade”, afirmou o monárquico.

Nuno Barata, da IL, considerou que aqueles não são “documentos perfeitos”, mas defendeu que vão “permitir uma viragem de uma vez por todas naquilo que tem sido as políticas dos últimos anos” na região.

O deputado do Chega, José Pacheco, enalteceu a importância do “diálogo” e da “estabilidade” e disse entender a democracia como “uma caminhada que se faz com vários parceiros”.

“Da parte do meu partido, sou eu que faço as escolhas”, afirmou José Pacheco.

O deputado independente Carlos Furtado justificou o voto favorável no Plano e Orçamento com os incentivos ao “rejuvenescimento de profissões tradicionais”, o apoio à “fixação de profissionais de saúde” e o “reforço de meios para práticas ambientais”.

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