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Numa votação em que participaram 1007 delegados, houve 76 votos em branco e 931 votos a favor da lista única à Comissão Nacional, o que corresponde a 92,45%, anunciou o presidente da Mesa do Congresso, Carlos César.

A lista proposta por António Costa à Comissão Nacional, órgão máximo entre congressos, com 251 membros eleitos diretamente pelo Congresso, é encabeçada pelo secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, seguindo-se a líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes.

Os restantes nomes estão ordenados por ordem alfabética, com Alexandra Leitão, que faz parte do Secretariado Nacional do PS e é ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, em terceiro lugar.

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O acordo com Daniel Adrião — que pela terceira vez foi o adversário interno de António Costa, nas eleições diretas de junho passado, em que obteve 6% dos votos, contra os 94% que reelegeram o secretário-geral do PS — permitiu-lhe indicar 28 elementos para este órgão partidário, os mesmos que tinha elegido no anterior Congresso.

António Costa foi reeleito secretário-geral do PS com 21.888 votos dos militantes, enquanto Daniel Adrião obteve 1.430 votos nas diretas de junho — números divulgados no sábado, primeiro dia de trabalhos do Congresso de Portimão.

A lista para a Comissão Nacional de Jurisdição obteve 950 votos, registando-se 57 votos em branco, enquanto a Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira foi eleita com 952 votos e 55 votos em branco.

No 22.º Congresso Nacional do PS, realizado em maio de 2018 na Batalha, no distrito de Leiria, a lista de António Costa para a Comissão Nacional, encabeçada pela então secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, obteve 86,6% dos votos, contra 11% conseguidos pela lista de Daniel Adrião.

O resultado obtido pelo secretário-geral do PS no anterior Congresso, de 2016, foi superior. António Costa conseguiu 233 dos 251 lugares da Comissão Nacional, com 92,8% dos votos, enquanto a lista encabeçada por Daniel Adrião elegeu 18 lugares.

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