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Líder regional do Chega diz que nenhum partido é “dono” da região

Carlos Furtado, líder do Chega/Açores
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O líder do Chega/Açores, Carlos Furtado, afirmou este sábado que nenhum partido é “dono” da região, pedindo aos militantes que o demonstrem nas urnas no próximo dia 25 de outubro

“Esta terra é vossa, esta terra é nossa, esta terra é de todos nós. Não devemos nada a partidos. Não há partido nenhum que seja dono desta terra, seja ele de que dimensão for. Esta terra é nossa. No dia 25 temos de mostrar quem é que manda nesta terra e quem é que tem de mandar daqui por diante”, disse.

Carlos Furtado falava, este sábado à noite, num jantar comício em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, em que participou também o líder nacional do partido, André Ventura.

O líder regional, que é cabeça de lista do Chega pelo círculo eleitoral de São Miguel, disse acreditar que o partido será “a força que vai dominar” os Açores, porque é uma terra “feita de Andrés Venturas”.

“Existe um André Ventura dentro de cada um de nós. O dr. André Ventura — e muito temos a agradecer a ele — fez-nos acreditar que podíamos falar daquilo que sentimos”, reiterou.

Defendendo que há “falta de democracia” nos Açores, Carlos Furtado saudou os militantes e simpatizantes que participaram no jantar, dizendo “presente” no processo de mudança do arquipélago.

O líder do Chega disse que o sentimento de irmandade que caracteriza os açorianos “há-de unir o Chega” e há-de fazer o partido crescer.

“No fundo, o sentimento do Chega é o sentimento açoriano, aquela crença de partilha e de amizade, que nada nos separa”, afirmou.

Já o cabeça de lista do partido pela ilha Terceira, Orlando Lima, considerou que a cada dia se sente que há “uma ditadura de esquerda mais instalada em Portugal” e “de um modo muito particular nos Açores”.

“Estamos com um grande grupo nesta sala, mas o grupo podia ser muito maior. Temos muitos mais militantes, mas temos muita gente que trabalha em serviços, que tem projetos e que se vê limitada pela falta de democracia que temos na Região Autónoma dos Açores”, frisou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O Chega concorre em oito dos 10 círculos eleitorais, só não apresentando listas nas ilhas das Flores e do Corvo.

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