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O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores defendeu hoje que trazer mais mulheres para a política é um “desígnio de cidadania”, considerando que a lei da paridade “está longe de ser suficiente” para assegurar a igualdade de género.

Em comunicado, Luís Garcia considera que as “mulheres acrescentam valor” aos cargos públicos, defendendo ser necessário envolver mais mulheres no exercício da vida política.

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 “Alterar esta situação [para envolver mais mulheres] deve constituir um desígnio de cidadania, e desde logo dos legisladores, porque a constituição da nossa sociedade não é assim tão desequilibrada”, afirmou o líder do parlamento açoriano, citado na nota de imprensa.

Falando na apresentação do livro “A Mulher e o Poder Local”, de Cristina Silveira, que decorreu na Horta, Luís Garcia alertou para o “défice da participação das mulheres no poder local”, dando como exemplo o caso dos Açores.

Segundo disse, em 19 municípios da região, apenas quatro são liderados por mulheres. Já quanto às 128 freguesias açorianas, 30 são presididas por mulheres.

“A lei da paridade pode ter dado uma ajuda, mas está longe de ter sido suficiente, sobretudo nos lugares de maior destaque, onde continuam a prevalecer os cargos exercidos por homens”, reforçou.

Luís Garcia considerou ainda que a “evolução” para a igualdade de género na política tem “sido muito lenta”.

“O caminho a percorrer, para garantir uma maior e mais equilibrada participação de mulheres na vida política, é muito longo”, concluiu.

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