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O líder do Chega, André Ventura, apelou este sábado aos militantes e simpatizantes do partido para que não se fiem nas sondagens e votem nas eleições legislativas regionais dos Açores, em 25 de outubro.

“Toda a gente sabe que o Chega cresceu imenso e está em todas as regiões do país, mas falta materializar esse crescimento. Têm de sair de casa e ir votar. Não podemos simplesmente pensar que está feito, que está conseguido, que as sondagens mostram isso mesmo, temos de sair de casa”, afirmou.

O líder do Chega falava, sábado à noite, num jantar comício em Angra do Heroísmo, no primeiro dia de uma deslocação de mais de uma semana aos Açores, em período de campanha eleitoral para as legislativas regionais.

André Ventura chegou ao jantar comício com perto de uma hora de atraso e à porta encontrou uma manifestação pacífica com um cartaz onde se lia “Pela democracia. Fascismo nunca mais”.

Antes do jantar, visitou o centro histórico de Angra do Heroísmo com alguns militantes, distribuindo apertos de mão e panfletos pelas poucas pessoas que foi encontrando nas ruas ou em cafés e restaurantes.

No jantar comício, o líder do Chega disse acreditar que regressará a Lisboa já com “uma fortíssima representação” do partido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

“Há dois anos diziam que era impossível que estivesse em jogo a maioria na assembleia regional açoriana, que o Partido Socialista tinha tudo ganho. A crise económica, o descontrolo da gestão política e a pandemia de covid-19 trouxeram à luz o que é a desgraça da governação socialista, porque uma governação que apenas retira a uns para dar a outros, não é uma gestão, é uma redistribuição manhosa e simples de fazer política”, criticou.

Na primeira participação do Chega nas eleições regionais dos Açores, o líder nacional do partido disse estar mais preocupado com os problemas do arquipélago do que com os resultados eleitorais, salientando que na região “a subsidiodependência tem uma dimensão ainda maior do que tem no continente”.

“Preocupa-nos olhar para uma região duplamente vitimizada com turismo e com a pandemia e para a qual o Governo Regional e o Governo da República não conseguiram ter uma solução adequada. Conseguimos olhar para uma região que continua, mesmo comparativamente a Portugal continental, a ter um nível de rendimento per capita muito inferior”, criticou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O Chega concorre em oito dos 10 círculos eleitorais, só não apresentando listas nas ilhas das Flores e do Corvo.

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