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O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, rejeitou hoje que as eleições legislativas dos Açores, agendadas para dia 25, sejam um primeiro teste à sua liderança, sublinhando a autonomia da estrutura regional do partido.

“O CDS respeita o princípio da subsidiariedade e, no caso das regiões autónomas, temos estruturas partidárias também autónomas, que gerem o programa do partido, a ambição, e se propõem a atingir os melhores resultados possíveis para o CDS”, afirmou o líder dos centristas, eleito em janeiro deste ano.

Francisco Rodrigues dos Santos falava aos jornalistas em Ponta Delgada, no final de uma ação de campanha na qual percorreu de bicicleta a marginal da cidade, acompanhado pelo líder da estrutura regional do partido, Artur Lima, e pelo cabeça de lista pelo círculo de São Miguel, Nuno Gomes.

“Entendo que os méritos, se os houver, terão de ser atribuídos ao nosso partido nos Açores, com o qual estou absolutamente solidário. O Artur Lima é vice-presidente nacional do CDS. Portanto, estamos todos comprometidos em que o partido possa crescer e ter o melhor resultado possível”, acrescentou.

Questionado se haverá uma leitura nacional dos resultados destas eleições, Francisco Rodrigues dos Santos recusou, justificando que o sufrágio “remete apenas para a realidade dos Açores”.

“Estou convencido de que o trabalho que o CDS desenvolveu nos Açores nos últimos quatro anos pode fazer crescer e aumentar a nossa representação no parlamento, e retirar a maioria absoluta ao PS”, afirmou, reiterando os objetivos do partido.

Nas últimas eleições legislativas regionais, em 2016, o CDS elegeu quatro dos 57 deputados do hemiciclo regional: dois pelo círculo da compensação, um pelo da Terceira e outro pelo de São Jorge.

“O CDS não pede cheques em branco porque, de facto, tem trabalho para apresentar e os resultados estão à vista. […] O CDS prova no parlamento que consegue ter uma voz de alternativa e não de alternância ao PS”, afirmou o líder nacional, pedindo aos açorianos que deem mais força ao partido na Assembleia Legislativa Regional.

As legislativas dos Açores decorrem no dia 25, com 13 forças políticas candidatas ao hemiciclo açoriano: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

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