Assunção Cristas vestiu a farda, no caso um avental, de voluntária da Refood, e esteve ao balcão da instituição na freguesia da Estrela, em plena Lapa, onde diariamente cerca de 200 pessoas vêm buscar jantar e mais comida, recolhida de restaurantes e de supermercados como forma de redistribuir o excesso.

Em declarações aos jornalistas, a líder democrata-cristã salientou que visita instituições de apoio social o ano inteiro e que a visita em período de Natal serviu para elogiar o trabalho feito pelos 300 voluntários da Refood, criada em 2013, quando governavam o PSD e o CDS-PP, um período de “crise profunda” marcado pela intervenção da ‘troika’.

Vários anos depois, Assunção Cristas verificou com as voluntárias e voluntários da Refood que houve pessoas que saíram do circuito de ajuda porque deixaram de precisar, outras continuam na mesma situação e “há muita gente sempre a chegar”.

Durante o tempo que as câmaras captaram Assunção Cristas, no início de um turno que continuará até cerca da 01:00 de segunda-feira, cerca de uma dúzia de pessoas veio buscar um jantar quente de bacalhau e, caso quisessem, alguns doces de natal, bem como comida enlatada e ingredientes para uma ceia de Natal.

A maioria das pessoas que passou pelo balcão está sem abrigo, uma condição que ainda afeta muitas pessoas em Lisboa, “mesmo em freguesias conhecidas por serem mais abastadas”, notou.

Enquanto política na oposição, Assunção Cristas afirmou que é na Assembleia da República que pode trabalhar para pôr “a economia a funcionar e a criar condições de emprego e salários”.

A educação, destacou, é essencial para ultrapassar “condições de nascimento, que não devem ser intransponíveis”.