Pub

O Kosovo assinala no sábado os dez anos da declaração de independência mas ainda sem resolver a questão da soberania, firmemente rejeitada pelos sérvios locais, por Belgrado e diversos países influentes, com reflexos na situação socioeconómica.

Antiga província da Sérvia com maioria de população albanesa, o Kosovo tornou-se num protetorado internacional na sequência da guerra de 1998-1999, que implicou uma intervenção militar da NATO contra a Sérvia, seguido da permanência de um contingente multinacional (Kfor) e de uma missão civil da ONU (Unmik), que deu lugar à missão europeia Eulex.

Mas nem todo o território do Kosovo celebra a independência. A minoria sérvia ortodoxa, concentrada sobretudo no norte deste país com apenas 11 mil quilómetros quadrados e perto de 1,8 milhões de habitantes, continua a identificar-se com Belgrado, apesar de manter deputados no parlamento de Pristina e ministros no governo kosovar, na sequência do acordo patrocinado pela União Europeia (UE) em abril de 2013 para uma reaproximação

Portugal reconheceu independência do Kosovo “no momento apropriado” Augusto Santos Silva

Portugal reconheceu a independência do Kosovo no momento que considerou apropriado para não prejudicar as tradicionais boas relações que mantém com a Sérvia, referiu à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Não fomos dos primeiros países a reconhecer a independência do Kosovo, reconhecemo-la passado uns meses da proclamação dessa independência, juntando-nos assim à grande maioria dos países da União Europeia que reconheceram a independência. Temos relações diplomáticas normais, as relações económicas não têm expressão”, referiu em declarações por telefone à Lusa Augusto Santos Silva, quando no próximo sábado de assinalam os dez anos da declaração de independência desta antiga província do sul da Sérvia com maioria de população albanesa.

“E sobretudo procedemos ao reconhecimento do Kosovo no tempo e no modo adequados para que isso não ferisse em nada a excelência tradicional das nossas relações com a Sérvia”, assinalou o chefe da diplomacia.

Pub