Quinta-feira, Dezembro 8, 2022
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Puigdemont pagou fiança e saiu da cadeia alemã de Neumünster

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O ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont saiu esta sexta-feira da prisão alemã de Neumünster, depois de na quinta-feira a justiça daquele país ter decidido que poderia sair sob fiança, noticiou hoje a agência France Presse.

O líder independentista catalão saiu da prisão pouco antes das 14:00 (13:00 em Lisboa), depois de mais de dez dias confinado na sequência de uma detenção pela polícia alemã em cumprimento de uma ordem europeia de detenção emitida pela justiça espanhola.

Madrid pede a sua extradição para Espanha pelos crimes de rebelião e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos), mas a Audiência territorial do estado federal alemão em que Puigdemont se encontra decidiu descartar do pedido o crime de “rebelião”.

A justiça alemã ainda terá de tomar uma decisão sobre se extradita ou não Puigdemont, se bem que apenas pelo crime de peculato.

O ex-presidente da Generalitat agradeceu hoje todas as demonstrações de “apoio” e “solidariedade” recebidas enquanto esteve na prisão de Neumünster (norte da Alemanha) e apelou de novo ao diálogo de Madrid com a Catalunha.

A justiça espanhola acusou Puigdemont de crimes de rebelião, sedição e peculato por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha e organizado um referendo ilegal, a 01 de outubro de 2017, com o mesmo objetivo.

Justiça alemã ordena libertação imediata de Puigdemont

A procuradoria alemã ordenou hoje a libertação imediata do ex-presidente do governo catalão Carles Puigdemont, após o pagamento da caução de 75 mil euros.

Os procuradores de Schleswig anunciaram hoje que Puigdemont forneceu às autoridades um endereço na Alemanha onde ficará a residir enquanto se aguarda uma decisão da justiça alemã sobre o processo da sua extradição.

O antigo governante catalão foi detido a 25 de março após ter entrado, de carro, na Alemanha, quando regressava da Dinamarca, no âmbito de um mandado de captura europeu emitido por Espanha, que o acusa de rebelião e mau uso de verbas públicas por organizar um referendo, declarado ilegal pelo Tribunal Constitucional, sobre a independência da Catalunha.

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