JP nos Açores propõe criação de um gabinete de apoio ao estudante deslocado

A Juventude Popular (JP) nos Açores propôs hoje a criação de um gabinete de apoio ao estudante deslocado, “uma resposta pública” para que os jovens açorianos que estudam no continente “sejam devidamente apoiados” durante o período formativo.

“A JP/Açores considera que a criação do gabinete de apoio ao estudante deslocado tem pertinência política e contempla uma resposta pública necessária. Para a JP/Açores, as competências deste gabinete deveriam ser definidas em articulação com as entidades públicas das áreas da solidariedade social, da educação e da juventude”, salienta um comunicado da comissão política regional da estrutura que representa os jovens do CDS-PP na região.

Para a JP nos Açores, este gabinete deve possuir, por exemplo, “serviços de apoio administrativo e de apoio social (no processo de candidatura ao ensino superior, no esclarecimento de dúvidas acerca de matrículas, bolsas de estudo, viagens áreas”.

Deve ainda disponibilizar “serviços de apoio psicológico e uma linha de apoio direto para qualquer circunstância que condicione o percurso formativo do estudante deslocado”.

A JP alega que “a situação excecional” vivida pelos estudantes açorianos deslocados no continente nos últimos meses devido à crise pandémica “motivou uma reflexão profunda” por parte da estrutura, para a qual “a situação dos estudantes insulares” no continente “não mereceu, nas inúmeras intervenções públicas do Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, uma única lembrança ou uma única referência”.

No seu entender, o desdém com que os estudantes açorianos têm sido tratados nos últimos tempos a nível regional e nacional justifica a criação do gabinete: “É um vazio que tem de ser preenchido, sob prejuízo de os estudantes continuarem a não ser escutados, enquanto importante coletivo da sociedade açoriana”.

E, é referido, “não há nos Açores qualquer entidade subordinada à administração pública regional que apoie, nas mais variadas dimensões, aqueles que se deslocam para estudar”.

“Sobretudo a nível nacional, tem-se assistido, por parte do Governo da República, a um permanente ignorar das circunstâncias concretas dos estudantes açorianos, particularmente no que diz respeito à retoma das aulas nos estabelecimentos de ensino e das possíveis avaliações presenciais. Exigia-se, por parte do Governo socialista, uma reflexão sobre esta matéria, seguida de uma tomada de posição junto das instituições de ensino superior, com o intuito de agilizar as futuras avaliações que os estudantes insulares, especialmente os açorianos, terão de fazer nos próximos meses”, lê-se no comunicado.

A estrutura regional, liderada por Séfora Costa, elenca “três razões fundamentais” para que este gabinete seja criado, considerando que “é necessário dar um sinal político de apoio aos estudantes deslocados, que se sentem defraudados com a ação do Governo Regional em relação às suas legítimas reivindicações”.

Além disso, “é fundamental” existir nos Açores uma resposta pública que “corresponda às necessidades” dos alunos nas mais variadas dimensões, nomeadamente antes, durante e após o seu percurso formativo.